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Emplacamentos voltam a subir em Cianorte e frota chega a quase 57 mil veículos

Aumento da frota exige estratégias do poder público para melhorar o trânsito local
Até o final do ano passado, a cidade possuía uma frota de 56.918 veículos; que corresponde a mais de 70% da população cianortense (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

O número de veículos novos emplacados em Cianorte apresentou uma ligeira alta de 2% em 2017 na comparação com 2016, segundo dados do Detran-PR. Conforme o balanço divulgado pelo Departamento de Trânsito, a cidade encerrou o ano passado com 1.686 novos veículos. No ano anterior, o resultado foi de 1.652.

O levantamento reflete a recuperação da economia brasileira, que apresentou melhora em relação aos anos anteriores, em que a produção automobilística foi amplamente afetada no território nacional.

Os veículos mais comumente utilizados, como automóveis, motocicletas e motonetas tiveram redução, assim como caminhões e tratores. Já os emplacamentos de caminhonetes, camionetas e utilitários apresentaram alta no ano passado.

Os dados consideram apenas veículos com placas de Cianorte, o que pode distorcer a realidade local, visto que muitas pessoas de cidades vizinhas trabalham no município e trafegam por aqui diariamente. Até o final do ano passado, a cidade possuía uma frota de 56.918 veículos; que corresponde a mais de 70% da população cianortense.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Nelson Magron Junior, o aumento da frota não foi tão expressivo, mas o número de veículos é alto em relação à quantidade de habitantes. “Nós estamos no caminho das grandes cidades, o que é sinal de que a economia está aquecida e o mercado automobilístico também. Mas, por outro lado, o crescimento aumenta a demanda por serviços e o poder público, responsável pelo urbanismo, precisa correr atrás”, avalia.

De acordo com o secretário, a necessidade de um sistema rotativo de vagas é uma das alternativas estudadas pela pasta, mas o processo deve ser bem detalhado. “Para isso, precisamos municipalizar o trânsito local, ou seja, transferir a responsabilidade para a prefeitura. Este processo já está avançado e deve ser concluído ainda este ano. Já em relação ao estacionamento rotativo precisamos considerar muitas questões, inclusive a cultura dos motoristas que aqui trafegam. Além disso, precisaremos contratar uma empresa terceirizada, por isso estamos analisando detalhadamente alguns sistemas”, afirma.

OUTROS PROJETOS

Segundo Magron, a Diretoria de Trânsito também pretende aumentar as campanhas educativas, pois falta tolerância e prudência nos motoristas locais. “O que mais nos preocupa com o aumento da frota é o movimento dos horários de pico, quando geralmente os acidentes ocorrem. Muitas pessoas sentem um excesso de segurança com a sinalização e acabam ficando desatentas com o fluxo de veículos, o que também culmina no aumento dos acidentes.”

O setor também analisa algumas mudanças de mão em ruas e avenidas, que devem ser implantadas em 2018 para facilitar o fluxo de veículos, como informou o secretário.