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Em sete dias, gás de cozinha industrial tem novo aumento

Botijões utilizados em comércios e indústrias vão subir novamente (Foto: ARQUIVO TRIBUNA)

Depois de assustar com o maior aumento de 2018, na semana passada, a Petrobras comunicou mais um reajuste de preços para o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) industrial e comercial. Desta vez, a alta será de 3,6% e já começa a valer a partir desta quarta-feira (16). O último reajuste foi de 7,1%. O gás de cozinha utilizado em comércios e indústrias é vendido em embalagens de 20 kg, 45 kg, 90 kg, 190 kg e a granel para reabastecimento em tanques. O produto representa cerca de 30% da demanda total do país.

O reajuste não vale para os botijões residenciais, de 13kg. Depois de sucessivos aumentos em 2017, a Petrobras mudou a política de preços para este tipo de produto, que passou a ser reajustado de três em três meses.

Para a presidente do Sindicato das empresas de Atacado e Varejo de Gás Liquefeito de petróleo (Sinegás) de Maringá, Sandra Ruiz, a falta de política para o gás industrial e comercial prejudica todos os envolvidos na cadeia produtiva. “Quem sofre com os aumentos são os empresários que precisam do gás para fabricar seus produtos, porque os revendedores não conseguem segurar os preços e precisam repassar o reajuste ao consumidor final.”

De acordo com o Sindigás, que reúne as empresas distribuidoras de GLP no país, os preços cobrados pela Petrobras estão 35,7% acima dos preços de paridade do produto importado. Para a entidade, os aumentos de preços estão sendo praticados para subsidiar o GLP residencial. Em nota, o Sindigás avalia que “esse ágio vem pressionando ainda mais os custos de negócios que têm o GLP entre seus principais insumos, impactando de forma crucial empresas que operam com uso intensivo de GLP.” (Com informações O Globo)