Cidades

Edital do Mais Médicos tem sete vagas para a região de Cianorte

Profissionais com CRM brasileiro devem substituir os médicos cubanos que vão deixar o país
Em Cianorte, dois médicos cubanos atendem pacientes em UBSs (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

Começam nesta quarta-feira (21) as inscrições para o novo edital do programa Mais Médicos, do Governo Federal. A publicação faz parte de uma medida emergencial após o anúncio da saída de Cuba do programa, na semana passada. Ao todo, são disponibilizadas 8,5 mil vagas em todo o país, destinadas a profissionais brasileiros e estrangeiros com registro no Conselho Regional Medicina (CRM) do Brasil.

Na 13ª Regional de Saúde (RS) de Cianorte, cinco médicos cubanos atuam em quatro cidades – Cianorte, Jussara, Cidade Gaúcha e Tuneiras do Oeste. Em Cianorte, dois profissionais atendem nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Conjunto Marselha e do Morada do Sol.

Por enquanto, a Regional não recebeu nenhum comunicado oficial para encerrar os contratos e os profissionais continuam atendendo normalmente. Mas as vagas preenchidas em Cianorte (2) e Jussara (1) já constam no edital publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (20). Além destas, também há vagas para os municípios de Guaporema (1), Rondon (1), São Tomé (1) e São Manoel do Paraná (1).  

Em todo o Paraná, há 458 oportunidades em 187 cidades. As inscrições vão até o dia 25 de novembro e os médicos devem iniciar as atividades nos municípios entre 3 e 7 de dezembro. Os profissionais selecionados receberão salário de R$ 11.865,60 por 36 meses, com possibilidade de prorrogação. As atividades dos médicos incluem oito horas acadêmicas teóricas e 32 em unidades básicas de saúde.

Se houver vagas remanescentes, um segundo edital será lançado em 27 de novembro com vagas para brasileiros formados no exterior e estrangeiros.

SAÍDA DE CUBA

O governo de Cuba anunciou o fim de sua participação no Mais Médicos na semana passada. A decisão foi atribuída a declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que questionou a qualificação dos médicos cubanos e afirmou pretender modificar o acordo, exigindo a revalidação dos diplomas cubanos pelo Brasil e a contratação individual dos profissionais. “Condicionamos a continuidade do programa Mais Médicos à aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”, afirmou Bolsonaro, por meio de sua conta no Twitter, após ser anunciada a decisão do governo cubano. (Com informações G1 e UOL)