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Diretoria do Leão admite temporada ruim e mantém vivo o ‘Projeto Série B’

Presidente do Cianorte também falou sobre o futuro do clube
(Foto: Diego Menegon/Cianorte FC)

A temporada foi desgastante para o Cianorte Futebol Clube. Do insucesso no Campeonato Paranaense à retomada da confiança no Campeonato Brasileiro Série D, o clube colecionou episódios bons, ruins e teve dias intensos. Procurado pela reportagem da Tribuna de Cianorte, o presidente do clube, Lucas Franzato, fez uma análise da temporada e projetou o futuro do Leão do Vale.

O relacionamento com a torcida ficou estremecido depois da má campanha no estadual. A festa do futebol deu lugar aos protestos, vaias e inúmeras cobranças à diretoria. O torcedor protestou e a desconfiança tomou conta daqueles que gostam e se preocupam com o time da cidade. Porém, após mudanças no comando técnico e a nova filosofia de trabalho implantada para a disputa da Série D, o torcedor, pouco a pouco, voltou a habitar seu local preferido: o Albino Turbay. Passados os compromissos, é hora de fazer uma análise da temporada 2019. 

“Tínhamos o objetivo do acesso à Série C, mas não veio. Foi o ano que mais investimos no elenco pra que conseguíssemos chegar e, como o acesso não veio, não dá pra avaliar como um bom ano, mesmo que tenhamos tido bons momentos” afirma Lucas Franzato.

Se no início do ano o discurso era “chegar a uma Série B em cinco anos”, hoje, o clube sequer tem competições nacionais em seu calendário. Em 2020, o único compromisso será o Campeonato Paranaense, no qual todas as fichas serão depositadas para voltar ao cenário nacional. De acordo com Franzato, o sonho de chegar à Série B não acabou, ele apenas foi adiado.

“Continuamos tendo o sonho de colocar nossa cidade na Série B nacional. Seria fantástico. Se isso acontecer, seremos a menor cidade do país na Série B. Se não tivermos grandes sonhos e propósitos, não faz sentido tocar futebol. E esse é o nosso grande sonho, óbvio que não é fácil, são mais de mil clubes profissionais e apenas 40 estão entre A e B. Saber onde queremos chegar é o primeiro passo para que possamos trabalhar dia a dia pra alcançá-lo. A sustentabilidade do clube depende dessas ascensões”, diz o mandatário.

No ano que vem, serão apenas três meses competindo oficialmente. Isso se a equipe avançar em todas as fases do certame estadual. Planejar a montagem do elenco com calendário curto será um dos grandes desafio da direção. Afinal, a maioria dos atletas prefere acertar contrato com clubes que possuem o famoso “calendário cheio”. No caso do Cianorte, o grande trunfo é a fama de bom pagador na hora de contratar.

 “Planejar o futebol com calendário menor muda bastante, muitos atletas optam por clubes com calendário cheio. Vamos ter que reverter isso através do nosso relacionamento e histórico de clube sério que paga em dia, pra que possamos montar um elenco competitivo no estadual e conquistarmos novamente vagas em competições nacionais”, explica Franzato.

Créditos: Diego Menegon/Cianorte FC

 

O calendário do futebol brasileiro deve passar por mudanças em 2020, como, por exemplo, a redução de datas para as competições regionais. Com isso, o Campeonato Paranaense do ano que vem será menor. O clube aguarda o arbitral da competição para definir quando iniciará os trabalhos de pré-temporada, mas, de acordo com o presidente, a expectativa é se apresentar no início dezembro.

“O calendário dos estaduais deve sofrer uma pequena mudança. Vamos esperar o arbitral, mas inicialmente ideia é se apresentar primeira semana de dezembro”, diz Franzato.

Uma das perguntas mais frequentes nas rodas de conversa sobre o time é: quem será o treinador? Segundo o presidente, ainda não há conversas com nenhum técnico para o ano que vem.

“Ainda não. Tem muitas competições em andamento e o mercado mudará muito ainda. Pretendemos nos próximos meses começar os contatos pra comando técnico”, afirma.

FIM DO CICLO?

Recentemente, vários “medalhões” do clube foram comunicados que não teriam seus contratos renovados com o clube. São os casos do goleiro Sílvio, do zagueiro Montoya, dos volantes Jovany e Sidnei e do meia Fernandinho. Perguntado se este seria o fim do ciclo deles no clube, o presidente afirmou que, em alguns casos, sim.

“Alguns ciclos podem ter se encerrado e outros não. São atletas de muita qualidade e com grande importância na nossa história, além de terem ainda muita lenha para queimar. Sempre acreditamos no ‘mix’ de experiência com juventude. No estadual investimos mais em experiência e acabou não sendo como imaginávamos. Esse equilíbrio no elenco em todos os sentidos é fundamental. Assim que evoluirmos com comissão técnica vamos começar a mapear voltas e contratações, ainda cedo pra falar”, conclui.