Saúde

CTA realiza testes rápidos neste sábado

Coleta de apenas uma gota de sangue pode detectar HIV, Sífilis e Hepatites B e C em apenas 30 minutos
Os testes rápidos são a forma mais simples de detecção de DSTs (Foto: ARQUIVO TRIBUNA)

No Dia Mundial da Luta contra a Aids, comemorado neste sábado (1°), o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de Cianorte, vai atender em horário especial, das 8 às 17 horas para a realização de testes rápidos. A unidade fica na Travessa Itororó, n° 400 (fundos do antigo PA). Os testes rápidos são a forma mais simples de detecção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como HIV, Sífilis e as Hepatites B e C.

De janeiro a outubro, foram realizados 5.694 testes em Cianorte. Destes, 43 foram positivos para HIV. Em 2017, 56 pessoas foram detectadas com a doença. Os dados consideram os atendimentos do CTA, das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e dos hospitais.

Os pacientes diagnosticados com o vírus recebem orientação e são encaminhados para o tratamento no Consórcio Intermunicipal de Saúde Centro Noroeste do Paraná (Ciscenop), que disponibiliza consultas, exames e a medicação. Para a farmacêutica Adriana Altrão, responsável pela Unidade Dispensatória de Medicamentos (UDN) do Ciscenop, o diagnóstico precoce é extremamente importante para o tratamento, mas a prevenção é essencial.

“Praticamente 100% dos casos de HIV que tratamos aqui foram contraídos em relações sexuais desprotegidas. Por isso, precisamos ressaltar a importância do uso do preservativo, que é disponibilizado gratuitamente na rede pública de saúde, e pode salvar vidas”, destacou. De acordo com os dados do Ciscenop, em 2017 foram registrados dois óbitos por Aids em Cianorte e região; em 2018, já foram três.

MORTALIDADE

O novo Boletim Epidemiológico de HIV/Aids, divulgado pelo Ministério da Saúde, revela que, no período de 2014 a 2017, houve redução no coeficiente de mortalidade no Paraná, que caiu de 5,1 óbitos por 100 mil habitantes, em 2014, para 4,1 óbitos em 2017, o que representa uma redução de 19,6%. Em relação aos casos, desde o ano de 2014, também se observa queda na taxa de detecção de Aids no Paraná. Eram 19,2 casos por cada 100 mil habitantes, em 2014, e, em 2017, foram 17 para cada 100 mil habitantes, o que representa uma redução de 11,4%.

No total, 21 estados apresentam redução na taxa de mortalidade e cinco apresentam aumento - Rondônia, Acre, Ceará, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul. Os estados do Piauí e Goiás mantiveram a mesma taxa de mortalidade entre 2014 e 2017. Já com relação ao Brasil, o país chega aos 30 anos de luta contra o HIV e Aids com queda no número de casos e óbitos. A garantia do tratamento para todos, lançada em 2013, e a melhoria do diagnóstico contribuíram para a queda, além da ampliação do acesso à testagem e redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.  (Com Assessoria PMC e Agência Saúde)