Economia

Comerciantes sofrem com a falta de moedas em circulação

Cofrinhos cheios e produção reduzida contribuem para o problema.
Consumidores precisam se desapegar das moedas para colaborar com a recirculação (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

O sumiço das moedas no comércio não é um problema exclusivamente local. Há anos empresários de todo o país estão com dificuldade para dar troco pela falta de moedas nos caixas. O Banco Central admite que a produção foi reduzida nos últimos três anos, mas acredita que o principal vilão é o cofrinho.

No ano passado, o BC lançou campanha nacional para incentivar a circulação de moedas no país. Um vídeo mostrava a importância de retirar moedas de cofrinhos, gavetas e cinzeiros, por exemplo, para aumentar a oferta, facilitar o troco e reduzir o gasto público.

Em Cianorte, a maior escassez é de moedas de R$ 1 e R$ 0,50. Segundo a proprietária de um mercado local, Meire Onizuka, a dificuldade é tão grande que os caixas são orientados a evitar o troco em moedas. “A maioria dos clientes utiliza cartão, então temos pouca entrada de moedas durante o dia. Muitas vezes pedimos para os consumidores substituírem o troco por mercadorias”, afirma.

O problema persiste em padarias e lojas de variedades, por exemplo. Fabiano Campanha Guilhen, proprietário de uma panificadora, pede para os clientes fieis trazerem moedas e ajudarem o caixa. “Hoje em dia os pagamentos são com cartão ou notas altas e sempre temos que dar um jeito de conseguir moedas. Por isso trocamos com outros comerciantes ou pedimos para a clientela.”

A gerente de uma loja de variedades, Luana Genovez, confirma que muita gente guarda as moedas em casa. “No final do ano várias pessoas trazem os cofrinhos para trocar aqui na loja. Mantemos nossos caixas trocando com um senhor que vende sacolas no comércio, mas se não tivéssemos ele com certeza nos faltaria”, explica. Na loja, os caixas sempre insistem aos clientes para ajudar no troco.

Em março deste ano, havia 24,8 bilhões de unidades de moedas ou R$ 6,27 bilhões em circulação no mercado brasileiro, de acordo com o BC. A quantidade corresponde a uma disponibilidade de R$ 30 em moedas por pessoa e 119 unidades por habitante.

A orientação do BC para resolver o problema é que bancos e comércio peguem moedas dos clientes, que poderão então ser disponibilizadas para recirculação do dinheiro. (Com informações Campo Grande News)