Saúde

Cianorte tem risco médio de infestação do Aedes aegypti

Levantamento realizado em 24 regiões do município detectou 17 focos do mosquito causador da Dengue, chikungunya e do vírus da zika
Levantamento considerou visitas feitas pelos agentes de Combate à Dengue a 1.532 imóveis de 24 regiões de Cianorte (Foto: ASSESSORIA PMC)

O Levantamento do Índice Rápido Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta quinta-feira (09), pela Secretaria Municipal de Saúde, aponta que existe em Cianorte o risco médio de infestação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e do vírus da zika. Conforme o relatório, que é o 4º do ano, o índice de infestação chega a 1,1%, número considerado superior ao preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 1%.

“A diferença é pequena em relação ao que é recomendado pelo órgão internacional, porém já nos coloca em situação de alerta quanto aos cuidados para eliminar os criadouros desse inseto. Com o Aedes aegypti não é possível descuidar em momento nenhum, já que ele tem a capacidade de se proliferar em um espaço muito curto de tempo. Um ciclo de 5 a 10 dias já é suficiente”, explica a supervisora do Programa de Combate à Dengue, Vera Fusisawa.

Os dados do levantamento se baseiam nas visitas feitas pelos agentes de Combate à Dengue a 1.532 imóveis de 24 regiões de Cianorte – inclusive dos distritos - escolhidos por um sorteio aleatório de um programa fornecido pelo Ministério da Saúde. No total, foram encontrados 17 focos do mosquito, tendo Vidigal apresentado o maior número entre eles: foram detectados três focos. Em relação ao percentual de infestação, a localidade que apresentou o maior índice foi a PR-323, com 5,9%.

O lixo (recipientes plásticos, garrafas e latas) foi o local em que os ovos e larvas do inseto mais foram encontrados: eles apareceram em 37,5% dos casos. Ele é seguido pelos depósitos ao nível do solo (baldes e tambores com água da chuva) com 29,2%; depósitos móveis (vasos de plantas, bebedouros e pratos) com 25%; e depósitos fixos (tanques de obras e borracharias, calhas, lajes) com 8,3%.

“Com a proximidade do verão, as ações de prevenção por parte da população se tornam imprescindíveis para evitar que a situação se agrave, diminuindo o risco de ocorrer uma possível epidemia. Contamos com a contribuição de todos para a eliminação dos focos”, finaliza a secretária municipal de Saúde, Michelly Poliana Viguiato Pricinotto.