Saúde

Cianorte tem risco médio de infestação do Aedes

Segundo levantamento detectou 22 focos do mosquito nos bairros da cidade
Pratos de vasos de plantas continuam sendo locais comuns de criadouros do mosquito (Foto: ASSESSORIA PMC)

O segundo Levantamento de Índice Rápido Aedes Aegypti (LIRAa) do ano foi divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, na tarde de quinta-feira (12), e chegou a 1,4%. O resultado ainda está acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde – até 1%, mas caiu três pontos percentuais em relação à pesquisa de janeiro, que apontava alto risco de infestação, com um índice de 4,4%.

O estudo foi realizado entre os dias 9 e 11 de abril e apesar de ter apresentado queda em relação ao primeiro LIRAa ainda não descartou o risco de epidemia na cidade, conforme a classificação do Ministério da Saúde. Atualmente, o município não tem nenhum caso confirmado das doenças transmitidas pelo mosquito - dengue, chikungunya e zika vírus. Na região, apenas Tuneiras do Oeste, a 40 km de Cianorte, apresentou caso confirmado de dengue este ano.

Para a supervisora do Programa de Combate à Dengue da Prefeitura, Vera Lucia Fusisawa, a melhora do índice está ligada à interrupção das chuvas a ao aumento dos cuidados da população, motivado pelo aumento recente das multas para quem for reincidente em casos de focos do mosquito, mas o alerta não pode acabar. Agora, os novos valores passaram a ser de R$250 para casas, R$450 para terrenos e R$1,3 mil para estabelecimentos comerciais e indústrias. “Não dá para relaxar com a limpeza dos quintais, porque a qualquer momento o vírus pode mudar ou um caso confirmado pode aparecer e a doença pode se disseminar pela população”, alertou.

LEVANTAMENTO

Os dados do LIRAa estão baseados nas visitas realizadas a 1.547 imóveis de Cianorte, escolhidos por sorteio aleatório. Neles foram encontrados 22 focos do Aedes Aegypti. As regiões mais críticas foram detectadas no Aquiles Comar, onde o índice chegou a 4,5% e na Zona 4, com 4,3%. Ainda de acordo com o levantamento, metade dos focos (50%) foram encontrados em depósitos de lixo, como sacos plásticos, lonas, garrafas PET e outros recipientes similares. Os demais foram identificados em pequenos depósitos móveis (23,1%); em depósitos de armazenamento de água baixos (7,7%); em depósitos fixos (7,7); em materiais rodantes (7,7%) e em depósitos naturais (3,8%).

Em relação ao mesmo relatório elaborado no ano anterior, houve uma queda de 0,4% no índice.