Saúde

Cianorte registrou apenas um caso confirmado de dengue em 2017

Desde agosto de 2016, apenas três casos da doença foram confirmados na cidade
Os cuidados com a dengue devem continuar mesmo no inverno e em períodos de estiagem (Foto: Venilton Küchler / ANPR)

Depois de dois anos preocupantes em relação à dengue, Cianorte está dentro do nível de infestação aceito pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo dados da Secretaria de Saúde do Paraná, apenas um caso de dengue foi confirmado na cidade nos primeiros sete meses deste ano. No mesmo período, foram registradas 150 notificações de casos suspeitos, grande parte já descartados.

Em todo o Paraná houve uma redução de 98% dos casos durante o período epidemiológico da dengue, que vai de agosto de 2016 a julho de 2017. O estado registrou 870 casos e nenhum óbito neste intervalo de tempo. No período anterior, de agosto de 2015 a julho de 2016, que foram 56.351 casos de dengue e 63 óbitos.

O secretário de Saúde em exercício, Sezifredo Paz, destacou as estratégias adotadas pelo governo no combate à dengue. “Finalizamos este período com uma situação muito mais favorável. Além de recursos para as prefeituras também organizamos comitês, visitas domiciliares, fumacês, mutirões de limpeza, campanhas publicitárias, entre outras ações para reduzir esses números cada vez mais”, afirmou.

A chefe do Centro estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, alerta a população para que continue combatendo o mosquito Aedes aegypti, principalmente no atual período de estiagem, quando as fêmeas podem depositar os ovos que eclodem assim que houver chuva. “Mesmo com a significativa redução de casos que tivemos do período anterior para este, os cuidados não podem parar”, ressalta. Ivana também explica que a dengue é uma doença cíclica, ou seja, pode reaparecer periodicamente.

OUTRAS DOENÇAS

Além da dengue, o mosquito transmite a chikungunya e a zika. Segundo Ivana, “alguns estados do Brasil estão apresentando alta nos casos de chikungunya. No Paraná, o município de Paranaguá, por exemplo, confirmou nove casos da doença em maio. Portanto, a orientação de eliminar todos os focos de água parada que podem se tornar possíveis criadouros do Aedes continua”.

Os casos de zika também reduziram em comparação ao período epidemiológico anterior, passando de 263 para apenas seis casos em todo o Paraná. Ao contrário da dengue e da zika, os casos de chikungunya foram os únicos que aumentaram no Estado, com um total de 73 confirmações. São 17 a mais do que no período de 2015/2016, quando foram confirmados 56 casos.

Para evitar novas epidemias, a recomendação é reservar ao menos um dia na semana para realizar uma limpeza em casa e no ambiente de trabalho. O mosquito leva de três a sete dias para se desenvolver do ovo até sua forma adulta, dependendo das temperaturas e da quantidade de chuvas, portanto uma semana é o período de intervalo máximo para realizar as vistorias.