Cidades

Cianorte e região pagaram R$ 105 milhões em impostos

Dados fornecidos pelo Impostômetro indicam aumento de 9%, o que sugere aquecimento da economia regional
Em 2018, população de Cianorte pagou R$ 73 milhões em impostos, 11% a mais que em 2017. (Foto: ULISSES FAUSTINO)

A população dos municípios que compõem a Associação dos Municípios do Médio Noroeste do Paraná (Amenorte) pagou R$ 105 milhões em impostos durante o ano de 2018. Os dados foram fornecidos pelo Impostômetro, um medidor estatístico do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). O valor, conforme o medidor, é 9% superior ao que foi pago em impostos em 2017, quando foram pagos R$ 97 milhões em impostos em Cianorte e nas outras 11 cidades da região.

Essa aceleração é um indício de aquecimento da economia da região, ainda que algumas destas cidades, de acordo com o instituto, tenha tido uma queda nos volume de impostos pagos.

Os números divergem, por razões metodológicas daqueles apresentados pelas prefeituras. Tuneiras do Oeste, por exemplo, divulgou um aumento de receita tributária de R$1.708.282,20 em 2017 para R$ 1.972.930,41 em 2018, enquanto Cianorte apresentou valores de R$ 59.336.676,15 em 2017 e R$ 65.991.783,84. Esses valores se referem apenas ao valor arrecadado em impostos diretamente pelo município, enquanto os valores divulgados pelo impostômetro se referem ao valor total pago em impostos pela população.

Obedecendo essa lógica, a população de Tuneiras do Oeste pagou em R$ 2 milhões em impostos em 2017, enquanto que em 2018 foram pagos R$ 2,5 milhões. Já em Cianorte a diferença é bem maior. A Capital do Vestuário pagou R$ 66 milhões em impostos e R$ 73 milhões em 2018.

Os dados apresentados pelo Impostômetro indicam que o aumento foi puxado, principalmente, pelo desempenho de Cianorte, que elevou em 11% os valores pagos em 2018. Os valores pagos em impostos em Cianorte representam 70% de tudo que foi movimentado na região em 2018.

Cidades como Tuneiras do Oeste, com aumento de 30% nos valores absolutos, e Indianópolis com 10% também contribuíram para a recuperação da economia. Por outro lado, Cidade Gaúcha teve uma queda de 11% no que foi pago com imposto em 2018 se comparado a 2017.

Para Hércio Correia de Oliveira, presidente da Associação Comercial de Cianorte (Acic), os últimos meses de 2018 mostraram uma economia se recuperando do período de crise, especialmente em novembro e dezembro. Ainda que esse efeito seja observado apenas em alguns setores, há a expectativa de que a tendência seja confirmada já durante este ano. “A esperança é que em 2019 a gente tenha estabilidade, sem esses solavancos de crise econômica . Ainda que não venha a ser um crescimento significativo por mês, resultados graduais podem nos levar a um cenário bom no fim do ano”, analisa.

Em comparação com outras cidades de porte similar, Cianorte também obteve bom desempenho. O Impostômetro apontou crescimento de 8% nos números de Campo Mourão, e de 13% nos de Paranavaí, enquanto Umuarama experimentou uma forte queda, com 13% a menos de arrecadações de tributos municipais que em 2017.

IMPOSTÔMETRO

O Impostômetro é um medidor que, com base em informações oficiais e estatísticas, calcula a quantidade de impostos que a população paga em um período de tempo. No Brasil, o Impostômetro mais conhecido é o criado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Cada Impostômetro tem sua organização própria e pode exibir resultados diferentes de outros Impostômetros.