Cotidiano

Chuva volta a região após longo período de estiagem

A previsão é de que a instabilidade permaneça pelo menos até o final de semana
["Os cianortenses devem se preparar para uma semana chuvosa, de acordo com os dados da previs\u00e3o do tempo","",""] (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

Após um longo período de seca os cianortenses tiveram que recorrer aos guarda-chuvas nesta semana. Confirmando os dados da previsão do tempo, a chuva chegou a quase todas as regiões do Paraná no domingo (13). Em Cianorte, já foram registrados mais de 50 mm de chuva entre o último domingo e a tarde desta terça-feira (15). Os dados são do Relatório do Controle da Precipitação Diária das Unidades, da Cocamar.

As temperaturas também caíram na região. Nesta terça, a mínima foi de 15°C. Segundo informações do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) e da Cocamar, o tempo deve se manter instável pelo menos até o final de semana, quando as chuvas devem ganhar volume. Para sábado (19), a previsão é de 27 mm e para o domingo são esperados 35 mm.

Para esta quarta-feira (16), a previsão é de pancadas de chuva e trovoadas. Os motoristas devem ficar atentos, pois a visibilidade pode ficar prejudicada em toda a região, segundo o Simepar. A temperatura mínima prevista é de 13°C e a máxima de 23°C. (Com informações de Simepar e Cocamar)

LAVOURAS DE TRIGO

As pancadas de chuva que atingiram o noroeste paranaense no final de semana chegaram tarde para os produtores de trigo. Na maioria das lavouras a colheita já foi iniciada ou as espigas estão em estágio de amadurecimento e não dependem mais da chuva. Em alguns locais onde o plantio foi tardio e as plantas ainda estão na fase de preenchimento dos grãos a umidade no solo ainda é útil, mas a produtividade já foi comprometida. Os técnicos de cooperativas e agricultores calculam que a estiagem de um mês e meio resultará em uma queda de 20%.

Além disso, os produtores sofrem com a instabilidade no preço do grão. Nesta segunda-feira, a saca de 60 kg de trigo era vendida a uma média de R$ 36,50 no estado. O valor segue bem abaixo dos R$ 40 do ano passado e ainda menor do que os R$ 53 da safra de 2015. No valor atual, o produtor não pode contar com grande lucro, já que utilizará pelo menos 75 sacas de cada alqueire para cobrir os custos de produção. (O Diário)