Saúde

Central de regulação do Samu Noroeste pode ser transferida para Maringá

Triagem das ocorrências e distribuição de leitos seriam reguladas no mesmo local.
["Com a transfer\u00eancia, a Central de Umuarama deixaria de existir e os funcion\u00e1rios teriam que ser remanejados"] (Foto: DIVULGAÇÃO SAMU )

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) está estudando um processo de reorganização da regulação Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Paraná. As mudanças incluem a transferência da Central de Umuarama para Maringá. Com isso, os atendimentos nos municípios da região passariam a ser organizados da nova localidade, onde a distribuição de leitos já é realizada.

A transferência não representaria mudanças para os usuários, mas divide opiniões entre gestores. Para o presidente do Consórcio Intermunicipal de Urgência e Emergência do Noroeste do Paraná (Ciuenp), Almir de Almeida, a alteração seria uma perda para a região. “A intenção de reorganizar as centrais de regulação existe há cerca de um ano e meio, mas continua sendo apresentada apenas como uma ideia. Para o Estado, a mudança se justificaria pela economia e eficiência. Por ora, temos a garantia de que não ocorrerá este ano, em razão das eleições”, afirmou.

Em entrevista ao portal Tá Sabendo, a secretária de Saúde de Campo Mourão, Rosemeire do Carmo Martelo, disse que a mudança pode desburocratizar o atendimento ao centralizar os serviços. “A mudança seria importante, pois a Central do Samu ficaria junto com a Central de Leitos, em Maringá. Hoje a unidade de Campo Mourão precisa recorrer ao Samu em Umuarama sobre a questão de leitos, ou seja, mudando para Maringá se resolve tudo com uma única ligação.”

De acordo com Almeida, a maior perda seria na facilidade de comunicação com os hospitais. “Em Cianorte, por exemplo, temos contato próximo com o pessoal da Santa Casa e sabemos quando enviar ou não um paciente para lá. Com a central em Maringá, um pouco mais distante, não seria tão fácil”, explicou. 

Procurada, a Sesa confirmou que “existe um processo de reorganização da regulação do Estado e isso poderá significar a integração de algumas centrais do Samu”. A secretaria informou ainda que “todas as ações serão pactuadas com gestores municipais e os serviços operacionais do Samus regionais continuarão ocorrendo da mesma maneira” e que não há prazos pré-definidos para os processos.

COMO FUNCIONA

Ao discar 192, o cidadão aciona a central de regulação do Samu, que conta com profissionais de saúde treinados para dar orientações de primeiros socorros por telefone. São estes profissionais que avaliam a gravidade do caso, o tipo de atendimento necessário, o deslocamento do melhor meio de transporte (ambulância ou helicóptero) e a equipe adequada para cada situação.

Há situações uma orientação por telefone é suficiente e outras em que uma equipe de socorristas é deslocada para prestar o primeiro atendimento e encaminhar o paciente para uma unidade especializada.