Saúde

CAPSi e CAPS I ampliam atendimentos

Psiquiatra passará a atender em mais um turno na unidade infanto-juvenil e equipe do CAPS I terá mais um psicólogo
O CAPSi disponibiliza atendimento multidisciplinar a crianças e adolescentes (Foto: ARQUIVO TRIBUNA)

Com o aumento da procura por atendimento, a Divisão de Saúde Mental da Secretaria Municipal expandiu as ações voltadas ao tema e ampliou os acolhimentos e consultas dos Centros de Atenção Psicossocial de Cianorte. A partir da semana que vem, a psiquiatra Patrícia Dallago Chandoha Busquim vai atender em mais um turno no CAPSi, voltado ao público infanto-juvenil. Atualmente, as consultas são realizadas às terças-feiras, nos períodos matutino e vespertino. Com a mudança, também haverá consultas às quartas-feiras, no período da tarde.

A psicóloga e chefe da Divisão, Thaise Rosseli Moreira Dantas, explica que não há um limite diário de consultas. “A médica chega de manhã e só vai embora quando termina os atendimentos. Com a ampliação, poderemos oferecer mais consultas aos usuários do CAPSi”, afirma.

No CAPS I, voltado ao acolhimento de adultos, o atendimento psiquiátrico é realizado todas as manhãs pela psiquiatra Belisa Zimmermann Bognar. De acordo com Thaise, a unidade terá mais um psicólogo, que vai atuar em período integral a partir do dia 20. Com o reforço, serão dois profissionais de psicologia no local.

Entre os meses de abril e maio, as duas unidades tiveram aumento de 30% nos atendimentos individuais (com psicólogo e psiquiatra), passando de 551 para 724. O número de pessoas que procurou os serviços pela primeira vez também aumentou, de 43 em abril para 66 em maio.

Para Thaise, os números representam a importância das ações de divulgação, intensificadas desde o início de maio, quando o município registrou diversos casos seguidos de suicídio. “O aumento da procura mostra que a informação está chegando a quem precisa. Alguns casos que não podem aguardar acabam aguardando por falta de conhecimento”, enfatiza.

TRABALHO INTENSIFICADO

Em maio, a Divisão de Saúde Mental promoveu uma reunião com profissionais de diversas áreas para planejar medidas emergenciais de conscientização, prevenção e posvenção para o atendimento psicológico local. De lá para cá, o setor organizou rodas de conversa, panfletagens, palestras, capacitações com profissionais da saúde e da educação e outras atividades de conscientização.

Agora, as atenções estão voltadas para o fechamento da programação do Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, que prevê atividades artísticas, de recreação e conscientização.

A psicopedagoga Noely Abreu Nishiyama destaca a importância das ações realizadas até agora. “Muitas vezes identificamos alguns casos que necessitam de atendimento nas próprias rodas de conversa. Quando a pessoa não tem coragem de pedir ajuda é incentivada por um amigo, por exemplo”, explica.

ATENDIMENTO

O CAPSi atende crianças e adolescentes até 18 anos com transtornos mentais. A unidade fica na Rua Ipiranga, n° 84 e atende pelo telefone 3631-8960. Os adultos são atendidos no CAPS I, com sede na Rua Tiradentes, n° 84 e telefone 3903-1184. Os locais funcionam de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 13h30 às 17h30.

Quem precisar de ajuda ou identificar um familiar, amigo, aluno ou conhecido com algum sintoma de depressão ou outro conflito interno pode entrar em contato com as equipes.

CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA

Outra opção é buscar apoio no CVV, que passou a atender gratuitamente pelo 188 em todo o país. Por meio do número, pessoas que sofrem de ansiedade, depressão ou que correm risco de cometer suicídio conversam com voluntários da instituição e são aconselhados. Antes, o serviço era cobrado no Paraná. O CVV também oferece atendimento por email, chat e voip 24 horas. Os canais estão disponíveis no site www.cvv.org.br.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o estado registrou recorde de suicídios em 2016 (último ano computado), com 768 mortes, uma média de dois registros por dia. No Brasil, foram 11.433 óbitos por “lesões autoprovocadas intencionalmente”, como consta na Classificação Internacional de Doenças (CID-10). A média é de 31 mortes por dia e também representa o recorde da série histórica, iniciada em 1979. (Com informações Bem Paraná)