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Caminhoneiros anunciam greve, mas categoria está dividida

(Foto: Franklin de Freitas)

É agora. No dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) havia marcado o julgamento da constitucionalidade dos pisos mínimos de frete para os caminhoneiros (julgamento que acabou adiado a pedido da Advogacia Geral da União), a categoria promete iniciar uma grande paralisação no Paraná. Desde segunda-feira (2), inclusive, caminhoneiros se manifestam nas proximidades do posto Costa Brava, na região de Quatro Barras.

De acordo com Plínio Dias, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Sao José dos Pinhais (Sinditac SJP), desde o início das mobilizações, no começo da semana, a adesão da categoria tem aumentado. “Se Deus quiser, amanhã teremos pessoas suficientes para mandar o pessoal pro pátio”, afirma.

Segundo ele, a paralisação terá início por volta das oito horas, com os caminhoneiros se concentrando no posto Costa Brava. “Vamos mandando (os outros caminhoneiros) encostarem no posto e aí vamos conscientizando. Já conversamos com a PRF, pessoal da Autopista (concessionária) e eles vão colocar cone, sinalizar.”

Até aqui, aponta Plínio, a repercussão da paralisação tem sido positiva entre a categoria, embora a divisão ainda seja grande, com parte dos caminhoneiros se posicionando contra a greve e pedindo a continuidade das negociações com o governo, e outra parte demandando a paralisação diante da falta de avanço nas tratativas.

“Está sendo bem interessante (a repercussão), várias pessoas de outras cidades fazendo vídeo, dando apoio”, diz Plínio, apontando que no Paraná, além da RMC, caminhoneiros de Ponta Grossa, Chopinzinho, Mangueirinha e Coronel Vivida também devem se manifestar.

Por outro lado, outras entidades representativas, como o Sindicam de Londrina e de São Paulo, já se declararam contrários á greve. A divisão evidencia a possibilidade de a paralisação acabar fracassando . Em Goiás, o sindicato até chegou a preparar uma estrutura para os protestos, mas não sabe se o movimento vai para frente. “Parece que não estão querendo parar”, disse Vanderley Caetano, presidente, á revista Carga Pesada.