Polícia

Cadeia de Cianorte é uma tragédia anunciada, diz comandante da PM

Major Elisvaldo Balbino usou a tribuna da Câmara de Vereadores na última sessão do Legislativo para fazer alerta
(Foto: Arquivo/Tribuna de Cianorte)

O comandante da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar de Cianorte, major Elisvaldo Balbino dos Santos, disse na segunda-feira, 12, durante pronunciamento na tribuna da Câmara de Vereadores que o maior problema de segurança pública na cidade é necessidade da construção urgente de uma nova cadeia pública. Conforme o policial, a Cadeia Pública de Cianorte “é uma tragédia anunciada”.

Segundo o oficial, a atual estrutura onde são mantidos os presos está comprometida e já não reúne mais condições de abrigar detentos dentro de uma margem de segurança. Conforme o comandante da 5º CIPM, hoje são 305 presos convivendo em um espaço onde só cabem 72. "Nós já chegamos a 305 presos na delegacia, onde cabem apenas 72 presos. Dias atrás houve rebelião e a polícia não conseguiu entrar pela superlotação. Tecnicamente, caso ocorra um incêndio, não conseguimos controlar. Dessa forma, precisamos de uma cadeia pública descente, pois nas principais cidades da região já tem ou está em construção. Portanto, precisamos da união de todos", alerta.

Nesta terça-feira, 13, por telefone, o comandante da PM confirmou suas declarações na câmara, e reiterou que Cianorte precisa urgentemente da construção de uma nova estrutura que possa abrigar os presos da microrregião. “Não precisamos de um presídio nem de uma casa de custódia que receba presos de fora, necessitamos é de uma unidade para resolver o nosso problema que são 300 ou 350 vagas para os nossos presos”, explica o comandante.

A construção de uma nova cadeia pública dependeria da escolha de uma área que obedeça as exigências do Departamento Penitenciário (Depen), órgão ligado à Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná. De acordo com o Depen, o local onde está localizada a atual cadeia pública, em anexo à 21ª Subdivisão Policial de Cianorte não reúne condições de abrigar uma estrutura penitenciária, por estar em uma área quase central.

“O que eu expliquei durante minha visita à Câmara, é que não precisamos de algo muito grande. Uma estrutura enxuta que nos dê condições de abrigar apenas os nosso presos é mais do que suficiente. Guaíra, Umuarama, Cruzeiro do Oeste, Campo Mourão e Maringá têm estruturas que atendem suas necessidades. Somente Cianorte vive esse dilema de conviver com um barril de pólvora prestes a explodir a qualquer momento”, disse o comandante.

Segundo ele, é preciso que as lideranças politicas, empresariais e de classe da cidade se unam em favor da solução desse problema para evitar que algo de pior aconteça. “Precisamos agir já, antes que seja tarde”, finalizou o comandante da PM.