Cidades

Bebê encontrado dentro construção abandonada vai para adoção

Criança continua abrigada na Casa Lar. Investigações para identificar a mãe da recém-nascido continuam
De acordo com a juíza Marília Mitie Yoshida, processo de adoção segue em segredo de Justiça. (Foto: Jaqueline Andriolli / Tribuna de Cianorte)

O recém-nascido que foi encontrado dentro de um terreno baldio na tarde do dia 2 de maio vai ser encaminhado para o processo de adoção. A criança ainda está abrigada na Casa Lar de Cianorte. As investigações seguem na 21ª Subdivisão Policial de Cianorte, mas a mãe e nem mesmo um responsável pelo abandono da criança foram identificados ou localizados.

Conforme informações da Casa Lar, que é administrada pela Aldeias Infantis SOS Brasil, a criança está saudável, com 2,3 quilos e 43 centímetros. A menina, que foi batizada de Lis, pelas enfermeiras enquanto estava no Hospital Santa Casa é chamada pelo mesmo nome no abrigo.

De acordo com a juíza Titular da Vara da Infância e Juventude, do Fórum de Justiça de Cianorte, Marília Mitie Yoshida, a família que vai adotar Liz ainda não foi definida. “É preciso entrar em contado com todos os interessados que estão cadastrados, que podem ser casais ou não. Esse contato segue de acordo com uma fila. Atualmente são 16 cadastros. A criança vai para o primeiro que estiver apto”, afirma a juíza.

Para a magistrada, é importante deixar todo o processo em segredo de Justiça pela preservação da identidade da criança e dos pais que irão adotá-la. “Queremos impedir qualquer contato posterior do responsável pela tentativa de homicídio. A mãe, daqui alguns anos pode se arrepender e tentar achar a criança. Nós queremos evitar qualquer situação semelhante”, ressalta.

O inquérito que investiga o abandono da criança ainda não foi finalizado. Segundo a juíza, o processo de adoção é separado das investigações. “O Estatuto da Criança e do Adolescente determina que o período para encontrar o poder familiar de uma criança quando ela é abandonada é de 30 dias, quando isso não acontece ela é encaminhada para adoção. Já a investigação sobre o abandono continua e os responsáveis devem pagar pela tentativa de homicídio”, conclui Marília.