Violência

Avó narra suspeita de assédio e pedofilia em parque infantil

 

O relato de uma avó, Rosângela Araújo, em um grupo do Facebook, nesse fim de semana chamou a atenção para o silencioso problema da pedofilia. Ela conta que havia levado pela primeira vez o neto no parquinho da Igreja Matriz e indignou-se com a situação de insegurança do local.

“Na minha época somente as crianças ficavam no interior do parque”, relembrou. Mas, salientando que não tem nada contra os mesmos, percebeu a presença dentro do parque de vendedores de sorvete, algodão doce, brinquedos de arame, entre outros. “Nada contra, mas como eu sou antenada, fiquei prestando atenção na cara de uns dois ou três deles e pasmem, eles apresentavam cara de tarado, azarando a mulherada e pior, algumas crianças também”, denunciou Rosângela. “Isto é muito perigoso. Penso que deveria haver uma fiscalização sobre isto, até porque as crianças ficavam esbarrando neles e é claro querendo mexer nos objetos. A coisa é séria, eu fiquei amedrontada com estes "vendedores". Nossos filhos e netos, são nossos bens mais preciosos,parquinho é lugar de criança brincar.Vendas só do lado de fora”.

O alerta de Rosângela repercutiu imediatamente e outras pessoas testemunharam situações similares. “O Prefeito e todos os secretários deveriam começar o dia lendo o Facebook e pautando o que de importante aqui é apresentado. Esse post é um dos mais importantes que tenho visto por aqui. Feito antes que aconteça algum fato terrível que possa chocar toda a comunidade. E não custa nada para a Prefeitura tomar esse tipo de providência, com apoio da PM se for necessário”, postou Eleutério Langowisk, que pediu providências ao Ministério Público.  “Eu também já percebi isso, sem falar que os brinquedos das crianças adultos também usam”, contou Sonia Cristina.

“Eu sempre vou com minhas filhas, crianças sem segurança sempre são vítimas fáceis. De qualquer maneira vou lá domingo para analisar e juntar algum documento, seria bom mais gente, vamos denunciar”, prontificou-se Fábio Gonçalves Pereira.

Diante da repercussão do caso, a professora Ana Floripes Berbet comunicou a promotora da Vara da Infância e Juventude, Elaine Lima.  “Caros amigos. Já fiz ofício ao sr. Prefeito Municipal recomendando restrição quanto a entrada ao Parque Infantil, por questão de prevenção quanto a segurança de crianças”, respondeu a promotora.