Polícia

Autuações nas rodovias da região dobram em 2019

Número de mortes e feridos diminuiu no primeiro quadrimestre do ano
["Com o mesmo n\u00famero de acidentes, \u00f3bitos e ferimentos diminu\u00edram no primeiro quadrimestre de 2019."] (Foto: Martins Neto / Tribuna de Cianorte)

O número de motoristas autuados nas rodovias da região cresceu 107% no primeiro quadrimestre de 2019. Os dados são do posto da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) em Cianorte e indicam que no ano passado ocorreram duas mil infrações e neste ano foram 4,1 mil. As informações também mostram uma diminuição no número de óbitos e ferimentos nas rodovias.

De acordo com o subtenente Romedilson Gomes Tavares, do posto da PRE local, o aumento no número de autuações se deve ao uso de radares nas rodovias. “No ano passado a PRE fez poucas autuações com a utilização dos radares. Já neste ano, a Polícia intensificou a fiscalização durante os primeiros quatro meses com os radares móveis”, afirma o subtenente.

O excesso de velocidade é a infração mais frequente registrada quando há a utilização dos radares. Mas quando a PRE fica sem fazer esse tipo de fiscalização, as ultrapassagens proibidas e o uso do farol apagado se tornam mais frequentes.

Andar com o farol apagado durante o dia nas rodovias é uma infração média com multa de R$130 e quatro pontos computados na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

ACIDENTES

As rodovias da região tiveram o mesmo número de acidentes no primeiro quadrimestre de 2018 e 2019 registrados pelo posto da PRE de Cianorte. Nos dois anos, acontecem 79 acidentes, porém houve uma diminuição de 40% no número de óbitos e de vítimas feridas.

Para o subtenente Gomes, o período de análise é curto e existem alguns fatores que podem influenciar nas estatísticas. “Em 2019 nós tivemos apenas um acidente com mais de três óbitos, já no ano passado o número de mortes em apenas um acidente foi maior”, explica.

Com relação aos ferimentos, de acordo com o subtenente, os acidentes foram com menor gravidade. “Nós continuamos com o mesmo trabalho de orientação e fiscalização dos motoristas. O que mudou foi a gravidade dos acidentes. O excesso de chuva também pode ser um agravante nos acidentes, No ano passado nós tivemos mais dias chuvosos durante os primeiros quatro meses.”, completa Gomes.