Esportes

Atleta do vôlei de Terra Boa destaca-se nos JEPs 2017

Querer é o poder da atleta de voleibol Maria Eduarda Biela. Sem uma das mãos, atleta joga no time de Terra Boa
["Maria Eduarda encontrou no esporte um ambiente de aceita\u00e7\u00e3o e amizades. E com apoio e incentivo, ela se destaca na equipe","",""] (Foto: Renata Nicolli/SEET-PR)

Maria Eduarda Biela, de 13 anos, joga a posição de oposto no voleibol feminino da Escola Estadual Professor Léo Kohler, de Terra Boa. E, em meio a tantos passes de bola lançados pela jogadora, torna-se imperceptível a má formação em sua mão esquerda.

Há apenas um ano, a atleta integrou o time de voleibol da escola por se identificar com a modalidade, que, inclusive, era a mais assistida por ela durante as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro (RJ). “Nunca havia jogado um esporte antes, mas minha família sempre foi ligada ao vôlei, e isso também me incentivou a tentar o esporte”, conta.

O que para alguns poderia ser uma situação intimidante e assustadora, não freou a força de vontade e confiança de Maria Eduarda, que resolveu entrar com tudo na modalidade. “Claro que fiquei um pouco insegura de não conseguir me adaptar. Mas, o treinador me incentivou muito, assim com o meu time, que sempre disse que eu era capaz, ajudando a aumentar a minha confiança”, enfatiza a jogadora.

PRIMEIRA PARTICIPAÇÃO

Como dizem por aí, o querer, é o poder que qualquer indivíduo precisa para arriscar naquilo que acredita. E, além de integrar o voleibol há apenas um ano, a atleta Maria Eduarda Biela estreou também nos Jogos Escolares do Paraná com direito a participar da fase final. “Não tem como explicar, é difícil encontrar palavras. Não achava que um dia eu iria conseguir entrar em uma competição dessa importância, chegando inclusive a fase final do JEPs com tão pouco tempo de experiência”, confessa a competidora, que treina três vezes na semana.

Para ela, o fato de só poder sacar com a mão direita, por exemplo, pode até dificultar. Mas, por que não seria normal, não é? “O voleibol mudou bastante a minha vida. Eu era uma pessoa que não me enturmava muito e o esporte me trouxe muitas amizades, que me mostraram que eu sou tão capaz quanto qualquer outra pessoa. O vôlei me abriu portas para tentar outras coisas e a não ter vergonha de ter apenas uma mão”, ressalta.

O que Maria Eduarda Biela pode ter demorado um tempo para perceber não levou nem um minuto para sua xará e dupla Maria Eduarda Ricardo avistar. “Quando vi ela entrar no time achei muito legal, pois ela joga muito bem antes de qualquer coisa. Nós somos uma dupla: aquecemos juntas, dormimos perto e damos força uma para a outra. Ela é amiga, companheira e admiro muito a sua persistência”, finaliza a xará, que enfatiza que o time não seria o mesmo sem a amiga, que e mostra diariamente o quanto é importante persistir em nossos sonhos. (Com informações da Comunicação JEPS)