Saúde

Ano epidemiológico encerra com nove cidades da região sem registros de dengue

Os agentes de endemias trabalham diariamente para eliminar focos do mosquito (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) encerrou o ano epidemiológico da dengue com 992 casos confirmados e duas mortes. Os dados são relativos ao período de agosto de 2017 a julho de 2018. A 13ª Regional de Saúde (RS) registrou sete casos confirmados, sendo três em Cianorte e quatro em Tuneiras do Oeste, e 283 notificações.

No período epidemiológico 2016/2017 o Paraná registrou 870 casos da doença. Foi o menor índice da série histórica da doença. Anteriormente, uma epidemia atingiu o estado. Entre 2015 e 2016 foram mais de 56 mil casos e 63 mortes. No período de 2014/2015 foram 34,4 mil casos.

Campanhas de vacinação em municípios considerados críticos e o intenso trabalho dos agentes de endemias têm contribuído para abaixar os índices das doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. No ano epidemiológico encerrado, foram 717 casos de febre chikungunya e 221 de zika vírus. No período anterior, foram 795 de chikungunya e 640 de zika vírus.

Na região de Cianorte, nenhum caso das outras duas doenças foi registrado entre agosto do ano passado e julho deste ano. Entre 2016 e 2017, foram dois casos de chikungunya, um autóctone em Cianorte e um importado em Indianópolis.

Para garantir que o próximo período também seja de baixos índices, setores de epidemiologia municipais e estadual têm intensificado o trabalho dos agentes de endemias, que procuram focos do mosquito Aedes aegypti diariamente.

Na 13ª RS, mais de 60 profissionais de 10 municípios estão participando do Curso introdutório de agentes de combate a endemias (ACEs), com duas turmas em Cianorte e uma em Rondon. O objetivo é melhorar os serviços e contribuir para uma saúde pública de qualidade nos municípios.

Em Cianorte, o próximo Levantamento do Índice Rápido Aedes aegypti (LIRAa) deve ser divulgado nas próximas semanas. Mesmo com poucos casos, o município registrou um índice de 4,4% no início do ano, quando o volume de chuvas estava acima da média. O segundo levantamento, realizado em abril, caiu para 1,4%. O recomendado pelo Ministério da Saúde é menos de 1%.

As orientações de limpeza dos quintais e eliminação dos focos do mosquito continuam, mesmo com o frio. No inverno, os mosquitos ficam abrigados e as larvas hibernam, mas pouco tempo de chuva e calor já é suficiente para que a proliferação volte a aumentar. 

Além disso, as multas para quem for reincidente em casos de focos foram reajustadas para R$ 250 em residências, R$ 400 em terrenos e R$ 1,3 mil em estabelecimentos comerciais/industriais.