Cidades

Alimentação nas escolas reforça cuidados com alergias e intolerâncias

Merendeiras participaram de formação para esclarecer dúvidas sobre os assuntos
["Nutricionistas promoveram forma\u00e7\u00e3o com as mais de 100 merendeiras das escolas, Apae e no CEI S\u00e3o Jos\u00e9"] (Foto: ASSESSORIA PMC)

As alergias alimentares têm se manifestado cada vez mais durante a infância. Dados do Consenso Brasileiro de Alergia Alimentar, publicados em abril deste ano, indicam que a aversão a alguns alimentos atinge quase 6% das crianças de até três anos, número que entre os adultos cai para 3,5%. Em Cianorte, a situação é parecida. Ano a ano, a Secretaria de Educação identifica o aumento de alérgicos e intolerantes no ambiente escolar. Em 2018, foram 70 alunos identificados, 35% a mais que no ano passado.

“Os índices cresceram nos últimos tempos por conta de vários fatores, entre eles, a introdução alimentar inadequada; a iniciação a alimentos alérgicos de modo muito tardio ou precoce; a alteração dos produtos, por conta da industrialização e processamento; entre outros motivos”, explica a nutricionista da Divisão de Alimentação Escolar, Fabiana Oliveira Garcia, que, junto da colega de profissão, Elimary Francelino de Oliveira, intensifica os cuidados nas Escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).

As profissionais promoveram, nos dias 13 e 30 de julho, formação com as mais de 100 merendeiras que atuam nos estabelecimentos de ensino e também na escola da Apae e no Cei São José. “Os alunos que possuem doenças alimentares já recebem alimentação especial nestes locais, contudo, realizamos estes momentos para deixar o assunto cada vez mais claro entre elas”, pontuou Fabiana.

Durante as palestras, foram abordados todos os tipos de alergias, como à proteína do leite, ao ovo, ao tomate, e a intolerância à lactose. “Nosso maior interesse era diferenciar as alergias das intolerâncias, assim como apontar quais alimentos são adequados para cada dieta restritiva e como devem ser os manuseios apropriados”, enfatizou Elimary. Segundo ela, a alimentação específica nas instituições de ensino é ofertada a todos os estudantes que apresentam laudo médico indicando a restrição. “As merendeiras fazem uma refeição própria para cada um, de acordo com a sua necessidade”, afirma.

“Os pais podem ficar despreocupados. Cada vez mais nossa equipe tem buscado ampliar os cuidados alimentares na merenda, de modo a oferecer um cardápio variado e saudável, auxiliando no desenvolvimento de cada criança”, informa a secretária municipal de Educação e Cultura, Maria Neuza Casassa.

Além das formações, as merendeiras participaram momentos de descontração, com o sorteio de brindes cedidos pelas diretoras das Escolas e CMEIS.

As oportunidades também foram acompanhadas pelo prefeito Claudemir Bongiorno; pelo deputado federal Zeca Dirceu; pelo vereador Silvio do Pátio; pela diretora da Secretaria de Educação, Zilda de Assis; pela assessora educacional do Ensino Fundamental, Eliane Lopes; e pela Chefe da Divisão de Alimentação Escolar, Regina Marta Valões Fonseca.