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Adventistas de Cianorte participam de protesto mundial contra a violência

‘Quebrando o Silêncio’, é o nome do projeto que anualmente as escolas e igrejas Adventistas de todo os países trabalham. Conforme Iris Neia Mota da Silva, responsável pela administração escolar da Escola Adventista em Cianorte, o ato acontecerá simultaneamente em vários países no dia 24 de agosto. A concentração está programada para iniciar às 9h, em frente a praça da Matriz, com término previsto para as 11h. “É um protesto contra a violência à crianças, às mulheres e idosos. Uma aluninha pergunta se será um protesto pacífico”, conta Iris destacando que uma manifestação desse tipo só pode ter cunho pacífico.

“Vamos reunir as quatro igrejas adventistas de Cianorte e uma de Terra Boa, além de amigos e todos os interessados no assunto”, explica Iris. O roteiro, ainda está sendo definido, mas ocorrerá apenas na área central.  

“A concentração inicial será marcada por apresentações de músicas sacras, a Turma do Nosso Amiguinho e falas de algumas autoridades da área”, destaca Iris Neia. De acordo com ela, o intuito do evento é orientar a comunidade sobre como agir em casos de maus tratos a crianças, idosos ou mulheres.

“As pessoas precisam saber como agir, a quem pedir ajuda para fazer uma denúncia. Até mesmo para não se expor e não causar problemas. Mas não podemos ficar quietos. Mesmo sabendo que o outro não vai gostar, precisamos buscar ajuda para quem está sendo violentado”, frisa a administradora escolar.

 

Violência: sintomas de uma sociedade estressada

 

O evento do dia 24 prevê também a distribuição de material educativo à comunidade, explica Neia. Ela ressalta que o tema é trabalhado ao menos uma vez no bimestre junto a todas as turmas, através de histórias, trabalhos em grupo, deveres de casa e atividades dialogadas. “Até os maus tratos de amigo para amigo também tem que ser cuidado. A sociedade está estressada e desconta no mais frágil. Os pais precisam ficar atentos para saber se os filhos estão sendo bem cuidados, até mesmo pelos professores”, alerta Iris Neia. Ela lembra que muitos casos ocorridos com a criança podem afetar o seu universo psicológico, provocando sequelas para a vida inteira.