Educação

Ações do Colégio Iglea Grollmann de Cianorte são destaque no Paraná

 

Divulgação SEED
Ações pedagógicas fortalecem identificação de estudantes com a escola

Há 10 anos, os estudantes do Colégio Estadual Iglea Grollmann, em Cianorte, no Noroeste do Estado, ganharam atividades diferenciadas no currículo das aulas do turno complementar, que fortaleceram a identificação deles com a escola. A aproximação garantiu melhores resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), no combate à evasão escolar e na participação efetiva da comunidade escolar.

Para incentivar o envolvimento dos estudantes na vida escolar após o turno regular, a equipe pedagógica da escola inseriu o projeto Circo Imaginário na grade de atividades de turno complementar. Três vezes por semana cerca de 150 alunos participam de atividades de teatro, malabarismo, mágica, ilusionismo e ginástica rítmica ministradas por professores de Educação Física. O projeto foi estendido também aos alunos da rede municipal e de outras escolas estaduais de Cianorte.

Segundo a diretora auxiliar Denise Oliveira Gaspar, o projeto trouxe vários benefícios para o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes, entre eles a diminuição da evasão escolar e comprometimento com a manutenção da escola. “Eles passaram a se identificar mais com a escola e a gostar de estar aqui. Essa aproximação refletiu no desempenho pedagógico e comportamental dos nossos alunos”, disse.

Além das aulas circenses, o colégio oferece atividades esportivas de vôlei, também no contraturno.

Em 2013, o colégio iniciou o projeto Identidade x Preconceito, dentro e fora das salas de aula, para inserir alunos e comunidade escolar no debate sobre a inclusão de pessoas com deficiência. O tema é trabalhado em todas as disciplinas com os estudantes e em reuniões e palestras com a comunidade. “O objetivo é promover a interação e a colaboração entre os estudantes e superar o preconceito contra as pessoas com deficiência”, contou Denise.

O COLETIVO DECIDE - A aplicação dos recursos públicos que chegam à escola é feita mediante consulta prévia à comunidade. Essa prática é regra na escola. A diretora auxiliar explica que o envolvimento da comunidade, alunos, professores e funcionários torna a aplicação dos investimentos financeiros mais eficiente por atender às necessidades emergenciais de cada setor. “Durante as consultas, todo o colegiado debate quais são as necessidades mais urgentes da escola e com isso conseguimos manter a escola funcionando com mais transparência e participação”, disse Denise.

Essas ações garantiram ao colégio o segundo lugar no Prêmio de Gestão da Secretaria de Estado da Educação, entre as escolas pertencentes ao Núcleo Regional de Educação de Cianorte. A unidade vai receber uma cota extra no valor de R$ 4 mil. O uso dos recursos será definido junto com a comunidade, que já foi convocada para uma reunião em que essa decisão será tomada. “O prêmio mostra que trabalhando em equipe podemos fazer muito mais”, destacou a diretora Luciana Mara Tachin.

O Prêmio, desenvolvido pela Coordenadoria de Apoio Financeiro à Rede Escolar (CAF) da Secretaria Estadual da Educação, reconhece as melhores gestões que contam com a participação da efetiva da comunidade escolar na aplicação dos recursos públicos e no desenvolvimento de projetos pedagógicos que enriquecem o processo de ensino e aprendizado.

A ação faz parte do programa Minha Escola Tem Ação (Meta), da Secretaria da Educação, que busca reduzir os índices de evasão e elevar a qualidade do ensino por meio da gestão escolar participativa.

ESCOLA 1000 - O colégio também foi contemplado pelo programa do Governo do Estado, Escola 1000, que irá destinar R$ 100 milhões para melhorias em mil escolas estaduais. A própria comunidade é quem vai definir o que será feito com os recursos em cada unidade, que receberá R$ 100 mil para investir.

Luciana afirma que o recurso vai garantir a qualidade de ensino ofertado pela escola aos mais de mil estudantes do ensino fundamental e médio. “É um programa importante porque com mais recursos vamos poder melhorar algumas necessidades de manutenção da escola e garantir mais conforto e qualidade aos alunos, professores e funcionários”, disse.

O colégio definiu como prioridades a troca da rede elétrica e aumento do padrão de energia.