Cianorte é contemplada com nova escola em projeto estadual
Cianorte está entre as 31 cidades paranaenses que serão beneficiadas com a construção de novas escolas por meio do programa Mais Escolas Paraná, anunciado oficialmente pelo Governo do Estado nesta semana. A iniciativa prevê a criação de 40 unidades de ensino em diferentes municípios, com mais de 25 mil vagas na rede pública, por meio de Parceria Público-Privada (PPP).
O avanço do projeto foi autorizado durante reunião do Conselho do Programa de Parcerias do Paraná (CPAR), realizada na quarta-feira, 4. Na ocasião, os conselheiros aprovaram a abertura do processo de licitação para a implantação do programa. A medida foi viabilizada com a sanção da Lei nº 22.344/2025, que estabelece as diretrizes para esse modelo de investimento em infraestrutura educacional.
A execução do programa ficará a cargo da Secretaria de Estado da Educação (SEED). O foco é atender à crescente demanda por vagas nos ensinos Fundamental e Médio em cidades com aumento populacional, além de garantir estruturas modernas, seguras e adaptadas às novas exigências pedagógicas.
Segundo o governo estadual, o modelo de PPP permitirá maior eficiência na construção e gestão das unidades, unindo recursos públicos à expertise do setor privado para acelerar as entregas e elevar o padrão das escolas.
“Com a aprovação da maior expansão de infraestrutura escolar do Brasil, o Paraná reforça o compromisso com a educação. Serão 40 novos colégios, que abrirão 25 mil oportunidades na rede pública estadual. Esta iniciativa demonstra como o Planejamento do Paraná é fundamental para transformar a realidade, proporcionando mais acesso à educação e, consequentemente, maior desenvolvimento e bem-estar para todos os paranaenses”, comentou o secretário do Planejamento, Ulisses Maia.
O Mais Escolas Paraná conta com o apoio técnico do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Com previsão de investimento de R$ 1,7 bilhão, o programa prevê a construção de 692 novas salas de aula, cuja previsão de entrega é de até três anos após a assinatura do contrato.
O projeto é voltado para a prestação de serviços essenciais, isto é, não pedagógicos, tais como a construção, manutenção predial e limpeza das unidades educacionais, sem modificar, portanto, a forma de prestação das atividades pedagógicas.
Os recursos serão pagos somente após o início do funcionamento das escolas e ao longo de 20 anos, período de tempo de duração do contrato. As empresas deverão cumprir metas e só recebem os valores acordados conforme o desempenho verificado por uma entidade independente. O Estado é o controlador e fiscalizador dos serviços.

