Encontro anual reforça apoio de Itaipu a pescadores do reservatório
Mais de 200 pescadores artesanais da região do reservatório da Itaipu participaram, na manhã desta sexta-feira (20), do Seminário Regional para Pescadores, no Centro de Recepção de Visitantes (CRV) da margem brasileira da usina, em Foz do Iguaçu (PR). O encontro teve a participação de instituições parceiras, como o Ministério da Pesca, o Instituto Água e Terra, a Unioeste, o Instituto Neotropical de Pesquisas Ambientais (Ineo) e o Itaipu Parquetec.
Conforme explica o gerente do Departamento de Reservatório e Áreas Protegidas da Itaipu, André Watanabe, o objetivo foi aproximar as comunidades de pescadores dos técnicos da empresa, entender as demandas e divulgar os principais resultados das iniciativas voltadas a esse público.
A conservação ambiental do reservatório e das áreas protegidas da Itaipu é uma via de mão dupla na relação entre a hidrelétrica e os pescadores. As estratégias de conservação beneficiam tanto a geração de energia quanto a produção de peixes.
Um exemplo dessa parceria são as campanhas de recolhimento de lixo do lago, que já somam 13 edições anuais. A participação voluntária de pescadores é crescente e o volume menor de resíduos retirados a cada ano é um indicativo de que a qualidade ambiental e a conscientização sobre a destinação correta do lixo estão aumentando. Ao longo de 12 anos, foram retiradas mais de 290 toneladas de resíduos do reservatório e de suas margens.
O apoio da Itaipu também se estende à organização social e produtiva dos pescadores. Por meio de um edital do programa Itaipu Mais que Energia publicado em 2024, foram investidos aproximadamente R$ 8 milhões, que beneficiaram 3.250 pessoas, ligadas a nove associações e sete colônias. Os investimentos impactam positivamente a infraestrutura e as condições de trabalho.

“Esse edital foi muito bom. Foi uma coisa inédita. A gente conseguiu instalar 110 congeladores nas colônias e associações de pescadores”, contou o presidente da Colônia de Pescadores de Itaipulândia, Ademar José Vargas. Para ele, é muito bom poder se aproximar da equipe da Itaipu em eventos como o seminário. “Porque daí a gente conversa, né? É ruim quando tem um governo que a gente não consegue nem chegar perto para mostrar as ideias”, completou.
Outra linha de apoio da Itaipu está no desenvolvimento científico. Como na pesquisa de monitoramento da ictiofauna, que já promoveu a marcação de mais de 60 mil peixes, permitindo conhecer os hábitos migratórios das espécies ao longo da Bacia do Rio Paraná, desde a hidrelétrica de Yacyretá até Porto Primavera.
Em parceria com a Unioeste, a Itaipu também promove o monitoramento e a avaliação dos estoques pesqueiros do reservatório e áreas adjacentes. A iniciativa permite estudar as espécies mais capturadas, além de produzir dados socioeconômicos das colônias e associações participantes.
A abertura do seminário contou com a participação do prefeito de Medianeira e presidente do Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu, Antônio França; da assessora Leila Alberton (representando o diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Carboni); e do superintendente de Gestão Ambiental da Itaipu, Gilmar Secco.

