Cianorte prevê R$ 187,5 milhões para Educação e R$ 179,3 milhões para Saúde em 2027
Duas audiências públicas realizadas recentemente em Cianorte detalharam o planejamento financeiro do município para o exercício de 2027 e as diretrizes urbanísticas que alterarão o Plano Diretor e suas leis complementares. Os debates técnicos apresentaram os valores previstos no orçamento consolidado e as modificações legais em tramitação para o desenvolvimento urbano.
O primeiro debate teve como foco o Projeto de Lei nº 75/2026, que estima a receita e fixa a despesa do município para 2027. A proposta projeta uma receita líquida consolidada de R$ 711,2 milhões, valor que abrange tanto a administração direta quanto as autarquias locais. A distribuição dos recursos prevê maior aporte financeiro em duas áreas essenciais, sendo aproximadamente R$ 187,5 milhões destinados à Educação e R$ 179,3 milhões previstos para a Saúde. Somados, os dois setores representam mais de 51% de todo o orçamento previsto para o próximo ano. O montante global também absorve demandas levantadas em consultas públicas realizadas nas macrorregiões da cidade, incluindo investimentos em iluminação pública, pavimentação, transporte coletivo, segurança e limpeza urbana.
A segunda rodada de debates técnicos concentrou-se na análise de 11 matérias normativas que alteram as regras de ocupação do solo e planejamento urbano. O conjunto de propostas inclui nove Projetos de Lei Complementar de iniciativa do Legislativo, identificados sob os números 7, 10, 11, 13, 15, 16, 17, 18 e 19 de 2026, além de duas propostas de autoria do Executivo, registradas sob os números 18 e 31 de 2026.
As discussões foram balizadas por diretrizes do Conselho Municipal da Cidade e do Grupo Técnico Permanente. Entre os principais pontos debatidos estão a redefinição de áreas operacionais no zoneamento urbano, as exigências para futuras alterações de uso do solo, a revisão dos recuos obrigatórios nas edificações e a ampliação da oferta de vagas de estacionamento. Além disso, as pautas trataram das diretrizes para o Estudo de Impacto de Vizinhança, do incentivo à prática de retrofit para modernização de prédios antigos, dos processos de regularização de imóveis e do regramento para o parcelamento urbanístico integrado. As matérias seguem em análise técnica para a incorporação de sugestões e pareceres antes da votação definitiva dos textos legais.

