Caso Sttela e Letycia: PC intensifica buscas na zona rural de Paraíso do Norte
A Polícia Civil do Paraná intensificou, na segunda-feira, 15, as investigações sobre o desaparecimento das jovens Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, vistas pela última vez no dia 20 de abril, em Cianorte. Como parte dos trabalhos, uma operação foi realizada em propriedades localizadas na zona rural de Paraíso do Norte.
A ação mobilizou equipes especializadas da Polícia Civil, com o apoio da Polícia Militar do Paraná e da Polícia Científica. Durante as buscas, os agentes empregaram recursos tecnológicos para ampliar a capacidade de identificação de possíveis evidências relacionadas ao caso.
Entre os equipamentos utilizados estavam drones, responsáveis pelo mapeamento aéreo das áreas vistoriadas, e o Radar de Penetração no Solo (GPR), tecnologia capaz de detectar alterações abaixo da superfície terrestre e apontar locais que possam demandar análises periciais mais detalhadas.
Segundo o delegado Luís Fernando Alves Silva, os pontos vistoriados não foram escolhidos aleatoriamente. As buscas são resultado de uma série de procedimentos investigativos desenvolvidos desde o desaparecimento das jovens, incluindo diligências de campo, cruzamento de informações, levantamentos técnicos, análise de dados e denúncias recebidas de forma anônima.
O objetivo da operação foi examinar locais considerados relevantes para a investigação, na tentativa de localizar vestígios ou qualquer elemento que possa auxiliar na reconstrução dos fatos e no esclarecimento do desaparecimento das duas jovens.
As investigações seguem em andamento e, até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre eventuais materiais encontrados durante a operação.
O desaparecimento das jovens completam dois meses no próximo sábado. As famílias continuam sem respostas sobre o paradeiro das jovens. Desde que as jovens foram vistas pela última vez, a expectativa por informações concretas tem sido acompanhada por uma crescente angústia. Apesar das diligências realizadas pela Polícia Civil e da ampla repercussão do caso, o paradeiro de Sttela e Letycia permanece desconhecido.
A última atualização oficial sobre a investigação foi divulgada em 19 de maio, quando a Polícia Civil do Paraná informou a prisão temporária de uma mulher de 23 anos, em Paraguaçu Paulista (SP), suspeita de prestar apoio financeiro ao principal investigado no caso. Segundo as autoridades, ela é ex-companheira de Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido pelos apelidos de “Sagaz” e “Dog Dog”.
Clayton é apontado pela polícia como a principal peça da investigação. Contra ele foi decretada prisão temporária pela Justiça, mas o suspeito continua foragido. Conforme apurado pelos investigadores, ele teria utilizado contas bancárias registradas em nome da mulher presa para movimentações financeiras durante o período em que estava escondido.
Durante a operação realizada em São Paulo, equipes policiais também cumpriram mandados de busca em três endereços ligados à suspeita. Um aparelho celular foi apreendido e encaminhado para perícia, na tentativa de obter novas informações que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
O desaparecimento das jovens foi registrado após familiares estranharem a ausência de contato. Segundo a investigação, Sttela e Letycia foram vistas pela última vez na companhia de Clayton durante a noite de 21 de abril. A cronologia construída pela Polícia Civil aponta que elas deixaram Cianorte em uma caminhonete conduzida pelo suspeito e seguiram viagem pela região Noroeste do Paraná.
Imagens e publicações feitas nas redes sociais ajudaram a reconstituir parte do trajeto. Os registros indicam passagens por Jussara e pela região entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança. A última conexão do celular de Sttela ocorreu durante a madrugada. Desde então, não houve mais contatos considerados confiáveis ou registros que indiquem a localização das jovens.
As investigações revelaram ainda que o veículo utilizado pelo suspeito possuía indícios de clonagem, fator que dificultou o rastreamento. Além disso, a Polícia Civil identificou que Clayton utilizava uma identidade falsa e já era procurado pela Justiça por outro crime, relacionado a um mandado de prisão por roubo agravado expedido pela comarca de Apucarana.
Desde o início das apurações, a Polícia Civil informou que trabalha com diferentes hipóteses para esclarecer o caso, incluindo privação de liberdade, sequestro e homicídio. No entanto, até o momento, nenhuma linha investigativa foi oficialmente confirmada.
O trabalho policial segue concentrado na localização do principal suspeito, considerado fundamental para o avanço das investigações. Segundo os delegados responsáveis pelo caso, a prisão de Clayton poderá fornecer elementos decisivos para esclarecer o que aconteceu com as duas jovens após a madrugada de 21 de abril.
A Polícia Civil reforça que qualquer informação sobre o paradeiro das jovens, do suspeito ou de possíveis pessoas que possam ter colaborado com sua fuga pode ser repassada de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, 181, do Disque-Denúncia, 190, da Polícia Militar, ou pelo número (44) 3637-5300, da 21ª Subdivisão Policial de Cianorte. O sigilo das informações é garantido.

