Primeiro aumento do ano: gasolina chega a R$ 6,59 em Cianorte
Os primeiros dias de 2026 já trouxeram aumento no preço dos combustíveis em Cianorte. O reajuste começou a ser praticado nos postos do município após a elevação da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), em vigor desde 1º de janeiro.
Na manhã de quarta-feira, 07, os valores nas bombas variavam conforme o estabelecimento. A gasolina passou a ser vendida entre R$ 6,19 e R$ 6,59. O etanol oscilava de R$ 4,29 a R$ 4,69, enquanto o diesel era encontrado entre R$ 5,84 e R$ 6,19.
A alta decorre da atualização do ICMS aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Comsefaz), em setembro do ano passado. Pela nova regra, a gasolina passou a ter alíquota de R$ 1,57 por litro, um aumento de R$ 0,10. O diesel subiu para R$ 1,17 por litro, com acréscimo de R$ 0,05. Já o gás de cozinha (GLP) teve o imposto fixado em R$ 1,05 por botijão.
Desde a mudança na metodologia de cobrança do ICMS, adotada nacionalmente em 2022, o tributo passou a ser cobrado por unidade, litro ou botijão, e não mais por percentual sobre o preço final. Apenas no diesel o imposto acumulou alta de R$ 0,22 por litro desde então, o que representa aumento de 23% no tributo estadual.
Os combustíveis têm peso relevante nos índices de inflação. Por isso, o impacto do reajuste tende a ir além das bombas. Com uma matriz de transporte majoritariamente rodoviária e fortemente dependente do diesel, aumentos no combustível acabam sendo repassados ao custo do frete, influenciando preços de produtos industriais e alimentos.
Apesar das reduções promovidas pela Petrobras nos preços praticados nas refinarias, especialmente no diesel, especialistas apontam que outros fatores pressionam o valor final ao consumidor. Entre eles estão os custos dos biocombustíveis misturados aos combustíveis fósseis e os Créditos de Descarbonização (CBIOs), que não seguem uma lógica de custo fixo.
Em nota publicada em seu site oficial, o Comsefaz afirma que a adoção da alíquota específica por unidade não fere a autonomia dos estados. Segundo o conselho, o modelo busca reduzir oscilações bruscas causadas pela variação dos preços no mercado e dar maior previsibilidade à arrecadação.

