Casos de agressão em escolas municipais de Cianorte são investigados

Dois episódios de agressão envolvendo professoras e alunas em escolas municipais de Cianorte estão sendo investigados pela Polícia Civil e pela Secretaria Municipal de Educação. As ocorrências, registradas em vídeos de câmeras de segurança, chamaram atenção pela gravidade.

O primeiro caso ocorreu na Escola Municipal Liomar Gomes. As imagens do circuito de monitoramento da Prefeitura mostram uma professora puxando o cabelo de uma aluna de 11 anos e ordenando que ela retornasse à carteira. A mãe da estudante relatou dificuldades para registrar a denúncia na própria escola e formalizou boletim de ocorrência no dia 30 de junho.

O segundo caso aconteceu na Escola Municipal Vicente Machado. Segundo as gravações, uma professora retira à força uma criança de 6 anos da sala, deixando-a sozinha no corredor. Minutos depois, a aluna retorna e é obrigada a sentar-se em uma carteira isolada, posicionada em frente ao quadro, como forma de punição.

De acordo com documentos apresentados pela advogada responsável pelas famílias, Ivanilda Vaz, um laudo médico realizado em 24 de outubro constatou sinais de arranhões na criança. A advogada afirma que, mesmo afastadas das turmas, as servidoras continuam em contato com os alunos. “A Prefeitura diz que elas não estão em sala de aula, mas a todo momento se encontram com as crianças nos corredores. Uma delas tem apenas seis anos, tem diagnóstico de TDAH, e a escola tem conhecimento disso”, declarou.

O delegado Wagner Quintão, titular da Delegacia da Criança e do Adolescente de Cianorte, informou que o inquérito policial está em fase final. “Os casos estão em fase conclusiva. Todas as testemunhas, professores e diretores já foram ouvidos, e o processo será encaminhado à Justiça”, afirmou.

Em nota, a Prefeitura de Cianorte informou que as situações foram tratadas pela Secretaria Municipal de Educação, com o afastamento das profissionais das turmas envolvidas e o acompanhamento por equipe técnica. A administração municipal destacou ainda que as imagens não foram repassadas às famílias por conterem outros alunos e estarem protegidas pela Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018).

As gravações, segundo a Prefeitura, foram enviadas à Delegacia de Polícia para apuração dos fatos. Uma das alunas está em acompanhamento psicológico. A nota acrescenta que as equipes escolares seguem acompanhando o bem-estar das estudantes e que um dos casos já foi arquivado pelas autoridades competentes.