Cotidiano

Uso de taxímetros pode se tornar realidade em Cianorte

 Atualmente há um preço informal de R$ 20 cobrado dos passageiros. Isso pode mudar com o cálculo da tarifa feito pelo equipamento
Instalação do equipamento divide opiniões da categoria que teme ganhar pouco com o baixo número de corridas (Foto: Heloiza Vieira / Tribuna de Cianorte )

A Prefeitura Municipal de Cianorte enviará, na semana que vem, um projeto de lei ao Poder Legislativo que prevê a implantação de taxímetros nos 46 veículos que operam na cidade. O texto aprimora a Lei Municipal nº 4.126/2013, que regulamenta o serviço de táxi em Cianorte. Se aprovado pelos vereadores, o projeto tem 60 dias para entrar em vigor. As informações foram confirmadas pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura.

Atualmente quem precisa de táxi em Cianorte paga um preço informalmente tabelado de R$ 20 para distâncias curtas e de R$ 25 a R$ 30 para distâncias mais longas. O valor é combinado entre motorista e passageiro na hora da partida, mas a falta de critérios para o cálculo da tarifa é uma das principais reclamações dos usuários. Com a implantação do taxímetro, os valores que compõe a tarifa como bandeirada inicial, quilômetro rodado e hora parada serão definidos por um decreto do Poder Executivo.

A adoção de taxímetros é uma exigência da Lei Federal nº 12.468, a Lei dos Taxistas que determina o uso obrigatório do equipamento em cidades com mais de 50 mil habitantes. Cianorte começou a se adequar ao texto, em 2013, padronizando os veículos que agora informam o número de telefone, ponto do táxi e a frase “Cianorte - Capital do Vestuário".

A cobrança por meio do equipamento divide opiniões entre a categoria que teme ganhar pouco pelo baixo número de corridas realizadas na cidade. Na rodoviária, ponto mais movimentado da cidade, um taxista que preferiu não se identificar criticou a mudança. “Taxímetro é uma coisa para cidade grande. A primeira coisa é que em cidade que implanta taxímetro tem que ter sindicato e a gente não tem isso. Depois, isso não vai aumentar as corridas, por que isso depende de gente e não de taxímetro e Cianorte não tem gente pra isso. A gente vai sair do ponto, ir até ali, ganhar R$ 6 voltar para o final da fila e ficar o dia inteiro esperando pra fazer outra corrida”, explica.

O colega de ponto, José Casado Cilda, aprova a instalação dos taxímetros e diz acreditar que com o equipamento conseguirá realizar mais corridas por dia. “Eu acho que com uma bandeirada inicial a uns R$ 5 a gente vai conseguir fazer mais corridas. Mais pessoas vão usar o táxi. É bom pra gente e bom pra cidade também”, disse.

Para o colega, uma forma viável para resolver a questão seria adotar uma tabela de preços e sua aplicação deveria ser fiscalizada pela Prefeitura. “No entanto, eu estou aqui há 30 anos e nunca veio um fiscal de nada. A gente é a favor da fiscalização, por que com fiscalização as coisas funcionam”, cobra.

DENÚNCIAS

Enquanto as discussões sobre a adoção ou não do equipamento se estenderem, a Prefeitura recomendou que os usuários fiquem atentos à conduta dos motoristas. Em caso de irregularidades ou cobrança de preços abusivos é possível denunciar. 
“Para apontar qualquer má conduta do motorista ou irregularidades nos veículos, é preciso acionar a Divisão Municipal de Trânsito que, ao verificar e confirmar o descumprimento de exigências, rá instaurar processo para aplicação de penalidades. Além disso, reclamações quanto aos direitos do consumidor podem ser efetuadas no Procon”, informou a administração municipal.