Polícia

Menor suspeito de matar Júlio Alexandria confessa crime

Um adolescente de 16 anos foi apreendido pela Polícia Civil e confessou ter matado o jovem de Cianorte
O corpo de Júlio Cézar de Alexandria foi encontrado nesta quarta-feira (Foto: Arquivo Pessoal )

A Polícia Civil apreendeu, na manhã de ontem (8), um adolescente suspeito pelo homicídio de Júlio Cézar de Alexandria. Ele estava desaparecido desde o último domingo (4) quando saiu de Cianorte para se encontrar com uma pessoa em Engenheiro Beltrão. Aos policiais o menor confessou a autoria do crime e indicou o local onde estava escondida a arma com que o cianortense foi executado.

De acordo com o delegado Wagner Quintão, da Polícia Civil de Engenheiro Beltrão, o adolescente foi encontrado numa mata próximo a sua residência no Conjunto Paulo Grande - região onde Júlio foi assassinado. Surpreendido pelos policiais, ele acabou confessando o crime. "Ele informou que marcou um encontro com Júlio aqui na cidade, mas apenas para tomar uma cerveja. No entanto ao chegar aqui, a vítima forçou uma relação mais próxima e ele não quis e acabou o executando", explicou o delegado.

A polícia já havia conversado com o menor durante as investigações sobre o crime, mas ele descartou envolvimento na morte de Júlio. O adolescente informou também onde estava a arma utilizada no crime. “A arma foi encontrada na residência do menor e num outro local o celular da vítima”, disse Quintão. 

O caso será encaminhado ao Ministério Público que decidirá se o adolescente responderá pelo crime internado ou em liberdade. "Por ser menor de idade ele pode ser internado numa instituição ou então responder pelo crime em liberdade. Cabe ao Ministério Público decidir isso", explicou o delegado.

O CRIME

Morador em Cianorte, Júlio foi encontrado assassinado com dois tiros, sendo um deles na nuca. O corpo estava às margens de um rio na zona rural de Engenheiro Beltrão. O jovem deixou Cianorte às 18h30 de domingo (4) com a passagem de volta comprada para as 6h30 do dia seguinte. “Ele enviou uma mensagem a uma sobrinha dizendo que se não mandasse notícias até a meia noite de domingo era por que alguma coisa teria acontecido e, de fato aconteceu”, informou o delegado à reportagem da Tribuna.