Cidades

Cianorte registra crescimento de 13% nas doações de sangue

De janeiro a maio deste ano, foram registradas 239 doações a mais do que o mesmo período de 2016
A UCT de Cianorte estará fechada nesta quinta e sexta-feira e retoma o atendimento na segunda (Foto: Mônica Chagas/Tribuna )

Nesta quarta-feira (14), Dia Mundial do Doador de Sangue, o Ministério da Saúde lançou uma campanha para incentivar a doação regular de sangue entre os brasileiros. O objetivo é manter os estoques abastecidos durante o inverno e ampliar o número de doadores. Geralmente, há uma baixa nos estoques no mês de junho, em razão das férias escolares e da mudança de estação. No Paraná, o Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemepar) do estado registrou uma baixa de 24% nas doações no inverno do ano passado.

Em Cianorte, os números são positivos. Nos cinco primeiros meses de 2017, foram registradas 1967 doações. No mesmo período do ano passado, foram 1728. A alta foi de 13%. De acordo com a chefe da Unidade de Conservação e Transfusão (UCT) de Cianorte, Geisiely Bessani Corcette, atualmente o banco de sangue consegue atender a demanda dos 11 municípios da 13ª Regional de Saúde e ainda envia bolsas para outras regiões.

Em maio deste ano, a UCT fez uma parceria com a Universidade Paranaense (Unipar) para que os alunos pudessem doar sangue durante o horário de aula. O objetivo foi evitar a queda nas doações no mês em que o tempo começa a esfriar. Em 2016, foram registradas 265 doações no período. Este ano, foram 363, o que representa uma alta de 36%.

Segundo Corcette, a unidade está desenvolvendo ações de sensibilização para os próximos meses, como o projeto Futuro Doador, que leva crianças para conhecer o local e saber mais sobre a doação de sangue. Além disso, a UCT pretende fazer parcerias com municípios da região e empresas.

O pedreiro, Wellington Silva David, de 34 anos, doa sangue há 16 anos e esteve na unidade de Cianorte no Dia Mundial do Doador de Sangue. “Eu faço quatro doações no ano e penso que é sempre bom. Você contribui e está plantando, amanhã você também pode precisar. Além disso, tem os benefícios, os exames que são feitos, a carteirinha de doador. É vantajoso, não tem nada ruim, tudo é benéfico”, afirma.

Na UCT de Cianorte, a média de doações é de 20 por dia. O sangue é coletado na unidade e levado para o Hemocentro de Maringá, onde as bolsas são preparadas. Após o processo, o material retorna a Cianorte para a distribuição, que é feita de acordo com a necessidade dos hospitais e funciona 24 horas.

COMO DOAR

No Brasil, podem doar pessoas entre 16 e 69 anos de idade, com mais de 50 kg. Para os menores de 18 anos é necessário o acompanhamento de um responsável. O candidato deve estar em boas condições de saúde, descansado, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação e não estar de jejum. A frequência máxima é de quatro doações anuais para o homem e de três doações anuais para a mulher. O intervalo mínimo deve ser de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

Antes da doação é feita uma triagem médica e hematológica para avaliar se o doador está em boas condições. O volume de sangue retirado é aproximadamente 450 ml e a reposição no organismo ocorre em algumas horas. Uma bolsa de sangue pode ser utilizada em até três pacientes.

Em Cianorte, a UCT fica na avenida Santa Catarina, 423 e atende de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas. A orientação é que os doadores cheguem ao menos uma hora antes do final do expediente.

PARANÁ

Em 2016, 175 mil bolsas de sangue foram coletadas pelo Hemepar. Neste ano, até agora foram 67 mil doações. De acordo com o diretor do Hemepar, Paulo Hatschbach, são necessárias de 14 a 15 mil bolsas de sangue por mês no estado.

BRASIL

No Brasil, cerca de 3,5 milhões de pessoas realizam transfusão de sangue. Ao todo, existem no país 27 hemocentros coordenadores e 500 serviços de coleta. Atualmente, 1,8% da população brasileira doa sangue. Embora o percentual fique dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) - de pelo menos 1% da população - o Ministério da Saúde tem trabalhado para aumentar a taxa. (Com informações da Agência Estadual de Notícias e Agência Saúde)