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PSDB cancela reunião para decidir candidatura PDF Imprimir E-mail
Seg, 08 de Fevereiro de 2010 09:45

O PSDB do Paraná cancelou a reunião marcada para segunda-feira na qual seria decidido o nome do candidato do partido para concorrer ao governo do Estado nas eleições de outubro. Os tucanos devem divulgar uma nota oficial sobre o cancelamento. Para não correr o risco de um racha no partido, a direção estadual decidiu suspender a reunião marcada para esta segunda-feira.

A decisão foi tomada depois de uma reunião em São Paulo, na qual compareceram o prefeito de Curitiba, Beto Richa, o senador Álvaro Dias e o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

Guerra tentou um acordo entre os dois pré-candidatos para que um deles desistisse. Para não correr o risco de um racha dentro do partido, o presidente estadual do PSDB, deputado Valdir Rossoni, consultando Richa e Álvaro, decidiu suspender a reunião marcada para segunda-feira.

O PSDB vive um dilema no Paraná, pois pode ficar isolado no palanque de sustentação ao projeto do partido de eleger o governador José Serra como sucessor de Lula. Os demais principais partidos tenderiam a apoiar a ministra Dilma Roussef, do PT, caso ela confirme sua candidatura pela situação. Os tucanos estudam qual dos dois pré-candidatos, Beto Richa ou Álvaro Dias, teria melhores condições de auxiliar no projeto nacional do partido.

 

DEFINIDO?

Segundo o jornalista Fábio Campana, de Curitiba, a conversa de duas horas e meia entre Sérgio Guerra, Beto Richa e Alvaro Dias teria definido pela candidatura de Beto Richa ao governo do Paraná. “A preocupação de Guerra é que Alvaro Dias não apareça como derrotado, na vala dos humilhados e ofendidos. Beto concorda com essa preocupação”, escreve o jornalista em seu blog. “Não é difícil imaginar quem o PSDB do Paraná deseja como candidato a governador. E a postergação só ajudará o candidato adversário, que por sinal é o irmão de Alvaro Dias, Osmar”, completou.

 

OUTRO LADO

A ex-presidente do PT do Paraná, Gleisi Hoffmann, por outro lado, é o grande obstáculo para que o PDT feche o acordo com o PT, lançando o senador Osmar Dias como candidato ao governo do Estado. Do lado de Osmar, é ponto fundamental ter Gleisi como vice na chapa de aliança. Mas Gleisi quer disputar uma cadeira no Senado e acha que não pode perder a grande oportunidade que se desenhou neste ano. Resta saber se o presidente Lula será capaz de fazê-la superar a vaidade e a presunção para torná-la vice e assim fechar o acordo com Osmar Dias.