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Aumenta pressão sobre Sarney PDF Imprimir E-mail
Qua, 01 de Julho de 2009 10:40

Um dos partidos que até então sustentavam José Sarney (PMDB-AP) no comando do Senado, o DEM decidiu nesta terça-feira (30) engrossar o coro para vê-lo licenciado da presidência da Casa. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), também anunciou a decisão da bancada de pedir oficialmente o afastamento do presidente do Senado. Membros das bancadas do PMDB e do PT defendem o senador.

Em reunião de bancada que durou duas horas, os parlamentares do DEM avaliaram que as denúncias envolvendo um neto de Sarney e sucessivas polêmicas em torno de nomeações de parentes e apadrinhados do presidente acabaram com a sustentabilidade do peemedebista no cargo.

Acompanhando a postura adotada pelo DEM, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), anunciou a decisão da bancada de pedir oficialmente o afastamento do presidente do Senado. "O PSDB considera inviável a permanência do presidente Sarney no comando da Casa. Por isso o partido pede o seu licenciamento", afirmou Virgílio, da tribuna.

Virgílio relatou que o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), conversou com Sarney na tarde desta terça. Segundo Virgílio, Guerra pediu a Sarney que se licenciasse da Casa durante o período das investigações. Sarney teria recusado o afastamento. "Esta central de chantagem e intrigas que foi instalada no Senado precisa ser desmontada. Por isso o PSDB pede ao presidente Sarney, num gesto de grandeza, que se licencie da Casa. Pedimos o licenciamento. Não ainda a renúncia", discursou Virgílio.

Enfrentando forte pressão para se licenciar do cargo, Sarney chegou na Casa no final da tarde cercado por seguranças e sem dar declarações. No momento em que Sarney chegou ao Senado, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), discutiam o futuro do presidente.

Além da decisão do DEM de apoiar a saída de Sarney, ainda que temporária, o PMDB também se reuniu na tarde desta terça para definir uma posição sobre o caso. Segundo Renan Calheiros, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) anunciaria mais tarde as medidas que serão adotadas pela bancada.

Já o PT, que marcou reunião para as 19h, não havia definido posição sobre o caso. Líderes do partido como a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) já usaram a tribuna para defender individualmente Sarney. Mas a posição da bancada ainda será discutida. O senador Tião Viana (PT-AC) acredita que a disputa entre os petistas favoráveis e contrários ao licenciamento de Sarney será apertada. "A bancada está dividida. Vai ser difícil", avalia Viana.