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Preso verdadeiro autor de crime em Matinhos PDF Imprimir E-mail
Qua, 01 de Julho de 2009 10:20

Cinco meses depois do crime do Morro do Boi, ocorrido em 31 de janeiro, em Matinhos, no Litoral do Estado, o caso teve uma reviravolta nesta terça-feira (30). Paulo Delci Unfried, preso na semana passada, confessou ter matado o estudante Osíris Del Corso e baleado Monik Pergorari Lima. O primeiro suspeito foi preso em fevereiro e sempre negou o crime.

O principal suspeito, até então, era Juarez Ferreira Pinto, preso em 17 de fevereiro e reconhecido por Monik. Ele sempre negou a autoria do crime. Unfried foi preso depois de invadir uma casa e violentar uma mulher, no balneário de Betaras, em Matinhos, na noite de quarta-feira (24). Com ele foram encontradas duas armas, um revólver calibre 38 e uma garrucha calibre 22. A polícia realizou um exame de balística e comprovou que o tiro que matou o estudante partiu da arma apreendida com Unfried. Com a comprovação, o preso teria confessado a autoria do crime.

A prisão de Unfried levantou suspeita sobre a autoria do crime em razão da semelhança dele com o retrato falado feito com base no depoimento de Monik. Mesmo assim, na semana passada, o delegado responsável pela investigação do caso do Morro do Boi, Luiz Alberto Cartaxo de Moura, afirmou que não havia semelhança. “Não existe a possibilidade de mudar esse quadro [o julgamento de Juarez pelo crime]”.

O advogado de Juarez, Nilton Ribeiro, já havia dito que pediria o relaxamento da prisão de seu cliente. “Para mim é caso encerrado. Ele [Unfried] tem várias passagens [na polícia] por estupro e mora perto do Morro do Boi”, disse na semana passada.

O crime aconteceu na tarde do dia 31 de janeiro, quando Monik e o namorado Osíris Del Corso estavam em uma trilha no Morro do Boi, tentando chegar à Praia dos Amores. No caminho, os dois foram baleados. A moça contou aos bombeiros que, chegando à gruta da praia, por volta das 17h30, o agressor tentou abusar sexualmente dela. Na tentativa de defendê-la, o namorado levou um tiro no peito e morreu.

 

SOFRIMENTO

A moça foi atingida por um tiro nas costas e ficou caída no local, enquanto o agressor fugiu. Perto das 21h, segundo relatos da própria vítima aos bombeiros que a resgataram, o agressor voltou até o local do crime e a violentou. Os dois só foram localizados na tarde de domingo (1º). A jovem esperou por 18h na mata até ser resgatada. A Polícia Civil divulgou o retrato falado do homem que seria o autor do crime, feito com base nas conversas de policiais com a jovem.

A promotora de Justiça Carolina Dias Aidar de Oliveira concordou com o requerimento da polícia que presidiu o inquérito e pediu que a prisão temporária do acusado fosse convertida em preventiva. O caso foi denunciado formalmente no dia 3 de março, menos de um mês depois da prisão de Juarez, tempo curto para os padrões do Paraná.