Cotidiano

Ponto de ônibus vira local para consumo de drogas e prostituição

Redação

24/04/2013 às 08:48 - Atualizado em 29/08/2014 às 07:39

FIM DA LINHA- Na esquina do Colégio Estadual, ponto de ônibus vira ‘point’ do perigo

 

Moradores da região do Colégio Estadual procuraram a reportagem da Tribuna de Cianorte para denunciar uma situação que os incomoda há anos e tem tirado o sono de muitos deles, principalmente os pais de alunos que temem pela segurança dos filhos. No cruzamento da Avenida São Paulo com a Rua Cuiabá um ponto de ônibus instalado em 2009  é usado como referência para o consumo de drogas, prostituição e delitos. 

De acordo com moradores, que preferiram que não fossem identificados, o ponto é muito útil para os trabalhadores da região, pois no início e final de expediente, recebe um grande fluxo de usuários.

Porém, tão logo a noite inicia, começa a movimentação de alunos que matam aula e outros elementos estranhos.  “Já ligamos na Prefeitura muitas vezes, porém eles dizem que não tem outro lugar para colocar o ponto de ônibus”, explica um morador. Segundo o mesmo, os acusados de um assalto a uma motorista naquela região, eram frequentadores do citado local.

A calçada é rente a um muro de um terreno vazio. O terreno é conservado pelo proprietário e limpo. Mas do lado externo a cena é de contraste. Entre as “coroas de Cristo” e “Espada de São Jorge” plantadas no local, a reportagem da Tribuna encontrou sacolas com diversos utensílios para consumo de craque e apetrechos para manuseio do narguilê, muitas vezes fumado com maconha. Canetas foram transformadas em cachimbos e inúmeras camisinhas compõem o cenário, além de garrafas quebradas de bebidas. Eventualmente a luz do poste é apagada e segundo os moradores, de modo proposital.

Os galhos das árvores próximas foram podadas pela Prefeitura, porém há mais de 20 dias secam no local e pioram ainda mais a situação. “Sempre tem um carro da Patrulha Escolar aqui na rua, mas acontece que só isso é insuficiente, pois o policial não é responsável pela ronda da região”, argumenta um outro morador.

Os problemas não param por aí. Nas proximidades dois terrenos baldios, de um mesmo proprietário, no início da Rua Cuiabá, aumentam a insegurança. O local é parcialmente ocupado por plantação, porém a casa de madeira está tomada por cupins e, habitualmente, é usada como abrigo. Os moradores dizem que se sentem desamparados, pois pagam os impostos, mas são reféns do problema. “Só faltou rock-and-roll, pois aqui já tem sexo e drogas”, finalizou um morador.

 

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