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Cotidiano

Mau cheiro no Seis Conjunto: seis empresas são citadas em laudo

Redação

05/03/2013 às 08:56 - Atualizado em 26/08/2014 às 16:42

 

Morador de Cianorte há 48 anos e no Seis Conjuntos desde que o bairro foi inaugurado, o aposentado Raimundo ferreira, 68 anos, diz que alguns dias da semana é impossíveis aguentar o forte cheiro que vem de empresas localizadas próximas ao bairro.

Ferreira e outros moradores lembram que a reclamação é antiga. “Não é todo dia, mas tem pelo menos um dia por semana que ficar aqui no bairro é muito difícil. O cheiro é de fumaça que parece sair de sebo, é uma carniça que ninguém aguenta”, explica o aposentado.

A preocupação é antiga. Em 2011, o Ministério Público pediu um laudo do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) sobre o mau cheiro exalado na região do Seis Conjunto. O documento apontou como possíveis causadores do problema seis empresas.

O laudo diz que a empresa Lorenz, por estar há 3.250 metros das residências e “possuir inúmeros acidentes que impedem a chegada de odor ao perímetro urbano” é uma fraca candidata. A segunda empresa vistoriada foi a Sanepar que mantém um centro de tratamento de Esgoto Sanitário, ficando há 390 metros de distância das residências. No parecer o documento diz que “o sistema exala odores característicos de esgoto que dependendo das condições climáticas podem atingir a área onde há reclamações”.

A empresa Pinduca, segundo o laudo, também emite fortes odores podendo ser uma das responsáveis. Já a Frigovale estava desativada na época, por esta razão não oferece riscos de  contaminação ao ar. A Ossovale, que trabalha com ossos recolhidos de abatedouros e açougues apresentou problemas devido a desgastes em tubos no sistema de tratamento, mas segundo os responsáveis a situação já foi regularizada.

A ultima empresa analisada foi a Avenorte, que como a Ossovale, opera com equipamentos sob pressão de vapor para cozimento de materiais como penas e ossos para fabricação de farinha. Na época de emissão do laudo, a Avenorte não possuía um sistema de filtragem adequado para este tipo de processo, e mesmo estando distante das áreas onde existem reclamações, dependendo de fatores climáticos o mau cheiro pode chegar até as zonas sete e oito.

Nos próximos dias o IAP de Cianorte deve realizar uma reunião com os representantes das empresas para averiguar como está a atual situação. A reportagem da Tribuna procurou as empresas citadas no laudo, mas não obteve retorno de nenhuma delas.

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