Cidades

Funcionário de usina de Umuarama é esmagado

11/09/2009 às 13:45 - Atualizado em 28/08/2014 às 14:03

O operador de moenda Clodoaldo dos Santos, 39 anos, morreu ao se envolver em um acidente de trabalho na Usina Costa Bioenergia, em Umuarama. Ele soldava uma das placas de uma das esteiras quando o equipamento foi ligado e ele foi atingido pelas esferas rotatórias. O operário morreu em poucos segundos e deixa mulher e filho.

Até o início a noite de quarta-feira, ninguém na empresa havia se pronunciado sobre o caso. O agente de perícia do Instituto Médico Legal (IML) de Umuarama, José Roberto de Avis, constatou que Santos teve o corpo dilacerado e esmagado. “Recolhemos o cadáver e, no IML, constatamos que sua causa morte foi esmagamento generalizado”. O perito da Polícia Civil (PC), Dimas Castilho, explicou que Santos soldava placas de um dos compartimentos da esteira responsável em transportar o bagaço da cana para ser reaproveitado, quando foi tragado pelo equipamento. “Ele estava com outros dois funcionários. Estes ainda gritaram para que desligassem os motores, mas quando o outro operário conseguiu alcançar a chave geral de energia já era tarde”, lamentou.

Dimas especificou que a vítima não usava os equipamentos de segurança necessários para a atividade. O perito destacou ainda que as máquinas estavam desligadas, para que fossem submetidas à manutenção. “Há uma semana a indústria passa por reparos”, lembrou. A sala de comando fica no compartimento ao lado de onde o acidente ocorreu. Os motores são individuais e independentes, porém, atendem ao comando de um computador da sala de comando. Entretanto, apenas o motor onde estava o operador funcionou, no momento do acidente.

O perito informou que os engenheiros e os técnicos da empresa não souberam informar quem ou o que pode ter ligado o motor. “O bagaço de cana já moída cai na esteira, onde é empurrado por esferas de aço que formam um espiral. Foram essas esferas, de aproximadamente 40 centímetros de diâmetro, que mataram o trabalhador”.

A reportagem do Umuarama Ilustrado foi até a empresa, mas não teve autorização para chegar ao escritório. Um segurança da portaria alegou que não há departamento de comunicação ou assessoria de imprensa na usina. Funcionários informaram que os diretores não foram trabalhar, na quarta, porque estavam envolvidos com o funeral do operário. A diretoria não emitiu qualquer nota ou declaração oficial à imprensa, sobre o acidente. Clodoaldo dos Santos morava em Cruzeiro do Oeste. Era casado e pai de uma criança.

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